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Olha a conta. PMDB não se faz de rogado por apoiar Chinaglia e cobra cinco ministérios

O PMDB era parcialmente governista, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Apenas dois ou três caciques bem conhecidos, e os parlamentares a eles ligados, e mais alguns poucos que tinham interesse mais pessoal do que à própria sigla, tinham uma posição claramente pró-governista.

 

E foram premiados, diga-se de passagem. Por conta desse “meio” apoio, essa parte do PMDB recebeu três ministérios: Comunicação, Minas e Energia e Saúde. E se deram por satisfeitos, embora nos bastidores sempre quiseram, e reivindicaram, mais.

 

Pois, agora, no segundo mandato, o PMDB é praticamente todo pró-governo. Inclusive no Rio Grande do Sul, a adesão ao projeto de coalizão, apresentado por Lula, foi aceito e assimilado. E até o acordo em torno da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados caminhou por essa via.

 

O PMDB, lembre-se, esteve entre os mais animados na campanha para angariar votos para Arlindo Chinaglia. Eliseu Padilha, o homem forte do peemedebismo gaúcho, esteve, mostra a mídia, na linha de frente do processo, direto do plenário da Câmara.

 

Ok, ok. Está tudo muito bem, está tudo muito legal. Só que, agora, e isso faz parte do jogo democrático, o peemedebismo se vê em condições, além de numéricas, políticas. E quer acrescentar pelo menos mais dois ministérios à cota do primeiro mandato. E não quer qualquer pasta, como se lerá, a seguir, na reportagem de João Domingos, publicada pelo jornal O Estado de São Paulo. Confira:

 

“Fiador da vitória de Chinaglia, PMDB cobra fatura de 5 ministérios

Se mantiver pastas atuais e conquistar Integração e Transportes, partido passará a controlar R$ 70 bilhões

 

Agora, o PMDB vai cobrar o crédito em ministérios. O partido amanheceu agitado ontem, semelhante aos amigos que um dos personagens de Chico Buarque anuncia à mulher, na música Feijoada completa: ‘Eles vão com uma fome que nem me contem; eles vão com uma sede de anteontem.’ A fome é por cinco ministérios. O PMDB quer manter Comunicações, Minas e Energia e Saúde e receber outros dois, igualmente enormes – Integração Nacional e Transportes. Juntos, movimentarão R$ 70 bilhões em 2007.

O candidato mais forte para a Integração é o deputado Geddel Vieira Lima (BA), neolulista que tem o apoio do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Mas há um obstáculo: o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) exige que o governo mantenha seu apadrinhado Pedro Brito, hoje ministro interino.

Como Ciro apoiou a candidatura de Aldo Rebelo (PC do B-SP) para a presidência da Câmara, e ficaram fissuras, Lula busca se reaproximar. Tirar-lhe o ministério seria briga certa. A solução pensada é oferecer a Brito a presidência do Banco do Nordeste. Se der certo, Geddel vai para a Integração.

O deputado baiano se irritou quando indagado se já é ministro. ‘Não sou ministro. Sou um simples deputado que quer ajudar o presidente Lula no Congresso. Esse negócio de ministério é só com uma pessoa, o presidente Lula. Vá perguntar pra ele’, afirmou Geddel ao Estado. No Planalto, o comentário é de que o deputado conta com apoios importantes, tem a simpatia de Lula e será ministro, da Integração ou de outra pasta.

A Saúde deverá continuar nas mãos do PMDB. Falta definir se será tocada pelo atual ministro, Agenor Álvares, ou por José Gomes Temporão, apadrinhado do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Há quem defenda ainda o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Paulo Lustosa.

No Ministério de Minas e Energia está garantida a permanência de Silas Rondeau, da cota do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), um dos políticos mais influentes junto a Lula.

As negociações com o PMDB alcançam até mesmo a disputa pela presidência do partido. A ala do atual presidente da sigla, Michel Temer (SP), quer a ajuda de Lula para enfrentar a outra facção, que tem à frente o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e Sarney. Se a negociação der certo, Nelson Jobim, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que sonhou presidir o PMDB, será sacrificado.

CONTRA-ATAQUE

Como a gula do PMDB é muito grande, o PR não apenas se prepara para brigar pelo seu quinhão, o Ministério dos Transportes, como também para contra-atacar. Se o PMDB está de olho nos Transportes, o PR avisa que, com…
”

 

SE DESEJAR ler a íntegra, pode fazê-lo acessando a página do jornal O Estado de São Paulo na internet, no endereço http://www.estado.com.br/editorias/2007/02/03/pol-1.93.11.20070203.1.1.xml.

 

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