UFSM. 2/3 dos alunos ainda formalmente paralisados retomam as aulas. Agora, o que sobra é só a retórica

Dos 26.745 alunos da UFSM, 17.432 são de graduação e presenciais. Ou 65%. O restante é composto de alunos de graduação a distância, médio, pós-médio, básico e pós-graduação. Ou 35%. Estes últimos não entraram em greve. Ou, no caso dos que paralisaram, por conta da greve dos docentes, as aulas foram retomadas faz duas semanas. Os demais são os que retomam as atividades letivas nesta segunda-feira. O calendário definitivo será conhecido na parte da tarde, após a reunião que trata do assunto, no âmbito do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Há, segundo consta, pelo menos duas propostas, capazes de compatibilizar os interesses de quem parou e de quem preferiu continuar em sala de aula. Nos dois casos, porém, dá-se como certo que as atividades, não obstante eventuais recessos curtos no meio do percurso, avançarão o verão, quem sabe até o final de fevereiro. Com o que, pelo menos mais um ano, provavelmente mais, terá que ser adequado, até que a habitualidade seja retomada.

Isso, claro, se não for levada a sério a decisão da última assembleia, e que vai ao encontro dos atuais dirigentes sindicais da categoria docente. Que celebram a “suspensão” da greve de quaro meses, anunciando a possibilidade de “retomada” no próximo ano, se negociações com o governo forem infrutíferas no que toca à reestruturação da carreira.

É um evidente recurso retórico. Há uma maioria não-grevista, hoje, na UFSM. E, mantida a conjuntura, e o crescente descontentamento (visível, audível e legível na internet, inclusive nos comentários ao sítio da Seção Sindical) de professores com sua entidade, não prosperará greve alguma em 2013 – mesmo com o eventual descontentamento.

Mas isso já é assunto para mais tarde. Fiquemos, por enquanto, com a informação da hora. Qual? Sim, os dois terços ainda formalmente paralisados retomam as aulas na UFSM. Sobra apenas a dúvida do calendário. Que também acaba nesta segunda.

 



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