Medrosos. Deputados se borraram e passaram para trás a CPI que investigaria a Editora Abril
A praxe é a seguinte: os deputados juntam as assinaturas necessárias (171, para ser exato) e propõem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Que tem que ser precisa nos seus objetivos, entre outras necessidades legais. Feito isso, entra na fila. Inclusive porque há o limite de cinco CPIs funcionando ao mesmo tempo.
Essa é a praxe, repito. Que, no entanto, foi quebrada agora. A Mesa da Câmara dos Deputados, dirigida pelo petista Arlindo Chinaglia (foto), ignorou a tradição e deixou para trás uma CPI, que estava aguardando há mais tempo, em favor de outras, que foram propostas depois.
Não por coincidência (na livre opinião claudemiriana), a que ficou para trás é que trataria da suspeita relação da Editora Abril com a Telefônica de Espanha, sobre um negócio específico – a venda da operadora de TV por assinatura TVA. Resumindo: os deputados se borraram. É o que penso. E ponto.
Para saber quais as CPIs criadas e as que foram deixadas de lado, confira reportagem publicada pelo sítio Congresso em Foco. O texto é de Fábio Góis. A foto é de Fábio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil. A seguir:
Câmara anuncia abertura de mais três CPIs
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), determinou hoje (8) a abertura de três comissões parlamentares de inquérito (CPIs). Ficou a cargo do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), primeiro-secretário da Mesa Diretora, a leitura em plenário do ato de criação das comissões. São elas: a CPI da Dívida Pública, protocolada pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP); a que investigará o desaparecimento de crianças e adolescentes, cujo requerimento de abertura foi apresentado pela deputada Andréia Zito (PSDB-RJ); e a que explorará o tema da violência urbana, solicitada pelo deputado Alexandre Silveira (PPS-MG).
Um dos pedidos de abertura de CPI, a que investigará a questão da dívida pública, teve como instrumento de reforço a matéria publicada no início deste ano pelo Congresso em Foco (Juros da dívida consumiram 22 CPMFs em cinco anos). Segundo a reportagem, desde o início do primeiro mandato, em 2003, o governo Lula já destinou mais de R$ 851 bilhões – o equivalente a 22 CPMFs – apenas para o pagamento de juros nominais da dívida pública consolidada (interna e externa).
Em 11 de fevereiro deste ano, o Psol, com base na reportagem supracitada, anunciou que pediria a abertura da comissão. À época, Ivan Valente já recolhia assinaturas que legitimassem a criação do…
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem Câmara anuncia abertura de mais três CPIs, de Fábio Góis, no sítio especializado Congresso em Foco.
ATENÇÃO
1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.
2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.
3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.
4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.
5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.
OBSERVAÇÃO FINAL:
A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.