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Melhorar a autoestima, mas com mudança de “atitude” – por Carlos Costabeber

Confesso que nós, santa-marienses (naturais ou adotados), pecamos muito com relação a própria imagem que fazemos da cidade.

Isso é histórico!

E vou me fixar num exemplo bem próximo!

Desde meus tempos como Presidente da CDL (era um gurizão com menos de 30 anos), ouço falar que Santa Maria “é uma cidade pobre”.

Claro que os números globais da nossa economia não são muito promissores.

Mas, pergunto:

Por que todas as redes varejistas do país estão aqui instaladas ?

Por que os bancos, financeiras e prestadoras de serviços querem Santa Maria em seus radares ?

Por que já fomos (ou ainda somos?) a “capital brasileira da poupança” ?

Muito simples: porque a cidade tem um altíssimo poder de renda, de consumo, de capacidade de poupança (só no segmento automotivo, aqui são emplacados anualmente 7.000 carros novos).

Então, vamos abandonar esse discurso de “cidade pobre”, certo ?

Por que estou citando isso ?

Porque está se falando em uma campanha para “levantar a autoestima dos santa-marienses”.

Ótimo! Belíssima iniciativa, pois realmente estamos precisando de uma ação nesse sentido.

Entretanto, a campanha deveria ter uma dimensão bem maior!

PRECISAMOS MUDAR É A NOSSA ATITUDE com relação à cidade.

Precisamos tomar consciência de que a responsabilidade pela melhoria da qualidade de vida, pelo bem-estar da comunidade é de cada um de nós.

Vamos deixar o poder público cuidando das obrigações que lhe são inerentes, e partir para uma tomada de consciência coletiva.

Precisamos sair de dentro das quatro paredes, de nosso mundinho, e partir para um trabalho em beneficio do geral.

E não precisamos ir muito longe!

Como estão as nossas calçadas? Uma vergonha!

Boa parte do lixo é jogada nas ruas e calçadas, quando deveria ser separada e coletada separadamente (aí, sim, o poder público municipal continua falhando).

O trânsito poderia fluir muito melhor, se cada um tomasse consciência de que não deve parar em locais proibidos, e respeitasse mais os pedestres e o espaço dos demais.

Poderíamos trabalhar em conjunto com os vizinhos, para arborizar os bairros, criar canteiros nos espaços públicos, pintar os muros e o meio fio das calçadas, não deixar a vegetação crescer nas sarjetas, entre tantas e tantas ações.

Sem falar em zelar pelo coletivo, policiando os depredadores, os pichadores, os que não respeitam o sossego das pessoas.

TODOS PODEM FAZER UM POUCO MAIS PELA SUA CIDADE !

E isso passa por uma MUDANÇA CULTURAL, que vai levar alguns anos. Mas que está na hora de ter um começo.

Por isso prefiro que se invista numa campanha de longo prazo, com uma forte participação dos veículos de comunicação social, das lideranças locais, dos formadores de opinião, e das TODAS AS ORGANIZAÇÕES – independentemente de suas finalidades: entidades de classe, clubes sociais, igrejas, quartéis, colégios e universidades.

Devemos desde cedo, educar as crianças, os jovens e os “marmanjos” sobre os conceitos de CIDADANIA.

É evidente que a cada dia que passa, estamos perdendo esses valores.

Cabe-nos resgatá-los, e partir para uma ATITUDE DE CONSCIENTIZAÇÃO COLETIVA.

Pois a hora é essa, meus amigos!

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