ECONOMIA SOLIDÁRIA. Irmã Lourdes, e sua opção de “estar no meio do povo”, projeta SM para o mundo

ECONOMIA SOLIDÁRIA. Irmã Lourdes, e sua opção de “estar no meio do povo”, projeta SM para o mundo - Irmã-Lourdes

Na Caminhada que abriu eventos da economia solidária, Ir. Lourdes com o povo. Como gosta

Um comentarista metido a engraçadinho costumava chamá-la, quando opinava sobre textos publicados no sítio, de “a freira de franjinhas”. Um claro preconceito, de um lado. E, de outro, um explícito reconhecimento, ainda que sentido (afinal, não pensa como ele), do mesmo sacripanta. Que, por sinal, sucumbiu ao óbvio e provavelmente até comparece ao Terminal Dom Ivo e participa ativamente dos eventos da economia solidária.

Hoje, até mesmo esse cidadão deve concordar com:

1) a Irmã Lourdes Dill (sim, é dela que se trata) talvez seja a figura mais conhecida de Santa Maria, depois do prefeito Cezar Schirmer. Como este anda em dificuldades para se relacionar com multidões, tanto que não foi à abertura do Fórum Social e da Feira Mundial, ela é a grande referência da cidade; e

2) A freira (que por sinal continua a usar franginhas, o que, além de não desmerecê-la, lhe confere inclusive um estilo) que nasceu em São Paulo das Missões é o corpo e a alma da economia solidária que projeta Santa Maria para o mundo. Sim, para o mundo.

Dito isto, vale a pena conferir a excelente entrevista concedida por Irmã Lourdes ao reporter Marcos Fonseca, e que A Razão publica na sua edição deste final de semana. A foto é de Deivid Dutra. A seguir:

Minha opção é estar no meio do povo”

Foi o ex-bispo de Santa Maria dom Ivo Lorscheiter que repassou à irmã Lourdes Dill a missão de tocar o Projeto Esperança/Cooesperança, em 1986.  Era uma tarefa de muito esforço e responsabilidade. “Dom Ivo queria porque queria implantar um projeto dessa natureza. Eu recebi essa incumbência de pegar a semente e com um grande grupo e lançar.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Emater foram parceiras na época para criar uma pequena feira, em 1988,  no mesmo local onde hoje funciona o Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter. Mas o evento não se fixou. Em 1994, ao mesmo tempo em que nascia o Plano Real no Brasil e a inflação atingia índices elevados, ocorreu a primeira Feira de Cooperativismo. Irmã Lourdes lembra da dificuldade de criar o evento naquele cenário. No início, reuniu 4 mil pessoas e 13 cidades.

Filha de agricultores, Lourdes Dill nasceu São Paulo das Missões. É a única religiosa entre 11 irmãos. “Todos os outros são casados”, conta. Com 61 anos, faz parte da Congregação das Filhas do Amor Divino. Freira há 45 anos, ela defende a esquerda, embora não tenha filiação partidária. Ela  condena o capitalismo e diz que nunca aceitará cargo político. Confira a seguir a entrevista da coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança para A Razão.

A Razão – A senhora passeia pela política e já foi convidada para cargos públicos, inclusive de secretária municipal de Assistência Social. Por que não aceitou?

Irmã Lourdes Dill – Já fui convidada para deputada, vereadora, secretária. Eu tenho um norte político claro, agora eu não vou nunca assumir um cargo político, porque o que eu faço no meio do povo, talvez eu não consiga fazer se eu estiver somente numa secretaria. Aqui meu campo é mais aberto e decisivo. No governo a gente não tem como tomar decisões. Jamais vou aspirar a um cargo político. No governo Schirmer, eu não aceitei ser…”

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4 comentários

  1. jorge tomás

    A Ir. Lourdes é exemplo a ser seguido de agregação. Sabe se cercar de pessoas q. fazem acontecer e possui pensamento político do qual não arreda pé. E o principal: É uma operária, trabalha junto.

  2. Éverton Maciel

    Já escrevi várias vezes o óbvio, mas não tenho como fugir disso: A irmã Lourdes é gente que faz! Ponto.

  3. Jaci Borreau

    Esta titia é 10. A vejo no meio do povo, atendendo pessoas sem partido e com partido. Ontem a vi recebendo o Bisogno. Dill é apartidária e esta é seu maior patrimonio e faz pessoas que participam do Jaci a admirarem, mesmo os ateus convictos a veem como referencia, porque a fé quando plena e espontanea NAO desqualificam uma pessoa, pelo contrario, a pessoa com fé que respeita a todos, receberá respeito de todos!

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