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Eleição da UAC acaba mesmo na Justiça. Mas oposição perde o líder

Depois do encontro havido na quinta-feira, com o promotor da Defesa Comunitária, João Marcos Adede Y Castro”, parte da chapa derrotada na eleição da União das Associações Comunitárias, ocorrida em 15 de novembro, decidiu entra na Justiça pedindo a impugnação do pleito. A proposta, curiosamente, não é defendida pelo líder dos derrotados, que abriu caminho para seus companheiros de chapa recorrerem ao Judiciário.

Está tudo muito bem, muito legal, mas remanesce uma dúvida: por que, antes, ir ao ministério público? Só para ouvir o óbvio (que qualquer um poderia dizer): que a todo cidadão assiste o direito de recorrer à Justiça se sentir-se prejudicado? Ora, o que esperavam que o promotor dissesse?

E, a propósito, o movimento oposicionista, que perdeu de goleada em novembro, está dividido pela desistência de seu líder, o que enfraquece a luta no Judiciário e, especialmente na entidade, que é inteiramente dominada pelos vencedores, detentores de mais de dois terços do Conselho. Mas, enfim, resta esperar para ver.

Enquanto isso, leia a notícia publicada neste sábado pelo jornal A Razão, em texto assinado pela repórter Elisa Pereira:

“Eleição da UAC termina na Justiça
Parecer do promotor ajudou integrantes da Chapa 1 a decidir ingressar com pedido para verificação de irregularidades no pleito
Um grupo de integrantes da Chapa 1, que disputou e perdeu a eleição da União das Associações Comunitárias de Santa Maria (UAC), decidiu ingressar na justiça para que seja averiguada a ocorrência de irregularidades no processo eleitoral que definiu a nova direção da entidade. A ação deve ser encaminhada à justiça provavelmente no início de janeiro.
A decisão foi tomada após reunião com o promotor de Defesa Comunitária, João Marcos Adede y Castro, realizada na quinta-feira à tarde. O encontro serviu para confirmar a intenção do grupo de comunitaristas que se sentiu prejudicado por fatos ocorridos no dia da eleição e por definições da comissão eleitoral que conduziu o pleito.
“Eles foram me mostrar os documentos que tinham e pedir uma orientação. Expliquei que todos que se sentem prejudicados em relação a alguma questão devem ingressar na justiça, mas que esta não é uma ação na qual cabe a interferência do Ministério Público. Eles alegam, por exemplo, que urnas não foram entregues nos locais de votação e que muitos eleitores não votaram por não encontrarem seus nomes nas listas. A ação que discutirá esses fatos judicialmente não é do MP”, comentou o promotor na tarde de sexta-feira.
No mesmo dia, o líder da Chapa 1, José Hilo Bittencourt, confirmou que companheiros de chapa decidiram discutir o assunto na justiça, mas informou que não estará entre eles porque caso a eleição seja impugnada não irá participar de um novo pleito. “Vou entregar toda documentação para o pessoal e eles irão ingressar com a ação via judicial, mas eu não participarei porque acho que é um desgaste desnecessário”, afirmou Bittencourt, popularmente conhecido como Madureira.
Opinião diferente tem o presidente da Associação de Moradores da Vila Rigão, Luiz Sergio Flores Leal. “A maioria dos integrantes da nossa chapa concorda que se deva ir para justiça. Acho que um cinco de nós assinarão a ação. Vamos sim dar a cara para bater porque na minha opinião quem fica calado acaba consentido com aquilo que foi feito de errado”, ressalta o comunitarista.
”

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