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OBSERVATÓRIO. Schirmer tem que voltar a ser político. Ou continuará a colecionar derrotas na área

Schirmer assinava ‘contrato’ para mais 4 anos. E agora, que o primeiro ano já se foi?
Schirmer assinava ‘contrato’ para mais 4 anos. E agora, que o primeiro ano já se foi?

O fenômeno não é novo. Já se manifestava, no primeiro mandato, mas não importava em grandes complicações – afinal a luta pela reeleição, que interessava a todos, mascarava a situação. O episódio da Kiss, com desdobramentos, inclusive a inércia administrativa, potencializou o que já ocorria e, enfim, tornou tudo muito claro. O quê? Cezar Schirmer deixou de fazer justamente aquilo que sempre fez melhor: política.

A luta pelo poder – e a manutenção – implica em contatos, articulações, confirmação de objetivos junto aos parceiros de partido e aliados de outras agremiações, ao mesmo tempo em que se administra o conquistado. No primeiro período, com as burras abarrotadas com o troco (em grande parte) gestionado pelo antecessor, a velocidade cruzeiro permitia esquecer essas tarefas. Afinal, o resultado era visível. E foi tão bom, mas tão bom, que permitiu a tranquila reeleição.

O diabo é que o segundo mandato começou sem a mesma quantidade de dinheiro, e uma tragédia das proporções que se sabe. Aí as dificuldades administrativas, somadas à clara inapetência para a gestão de crise, para não utilizar outra expressão, tomaram conta do governo – e o prefeito, goste ou não, soçobrou, em boa parte auxiliado por uma característica pessoal, a centralização.

Os primeiros meses, todos lembram, foraam de absoluta inação. A tentativa de recuperação, no segundo semestre, agora sim, foi prejudicada pela falta de “fazer política” de Schirmer. Que perdeu o controle do partido, primeiro, e do parlamento depois. E, pior, sem poder mostrar resultados na prefeitura – exceto a constatação de que há incompetência na realização de projetos, como deixa claro (embora polidamente) o homem que cuida da Saúde.

Há como mudar o quadro? Sim. Mas o prefeito terá que descer do pedestal. E fazer política. Ele é bom nisso. Muito bom.

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6 Comentários

  1. A administração SCHIRMER é um fracasso total, no campo político, pessoal a administrativo, isso é um fato inegável, os defensores podem tentar fazer a defesa que quiserem, mas contra fatos não tem existem argumentos.

  2. @gef: para quem está “fora” de sm fica fácil entender o pq de suas mensagens nesse site /// afinal, politicamente, já se sabe para que lado vc opina sempre /// quer dizer, opina, não /// é opiniático mesmo /// q discurso enfadonho e repetitivo @gef /// é bem previsível mesmo /// aqui estou eu /// de itaara para o mundo /// dentro ou fora do eixo /// lino tesselle

  3. @Maria.
    Erro crasso e talvez propositadamente(provocação gratuita)”Uma coisa é uma coisa, outra coisa é Ouutra coisa.
    Querer imputar, ao editor, que exerce seu trabalho jornalístico, com dedicação e suor.
    As tarefas, que foram colocadas, com votos,que o alcaide, solicitou votem em eu,por isto e aquilo.
    Ele, que apresente-se e resolva esta “encrenca” toda, que pediu para se colocar.

  4. Tenho a solução para todos os problemas de Santa María, para que se torne una Cidade totalmente desenvolvida, onde todos tengamos Educação, Saúde, Segurarança. Lance candidato o Sr Claudemir Pereira para Prefeito, ele parece possuir a fórmula mágica para gobernar.

  5. Releituras. Prefeito só teve um bom primeiro mandato porque o antecessor deixou as burras cheias de dinheiro. Quer dizer que o antecessor não tinha obrigação de angariar verbas e competência só aparece quando não existe dinheiro? A população, bando de lesados, não viu isto e reelegeu com quase 55% dos votos válidos?
    Jornalistas gostam de criticar. Profetas do fato consumado. A idéia é que, fossem eles os administradores, tudo seria perfeito ou, no mínimo, melhor. No mundo do texto tudo é fácil.
    O mandatário do município tem que lidar com suas limitações. Mas existe uma forte impressão que uma minoria tentou cassar os votos de 55% da população de SM usando meios pouco democráticos. Isto também tem que entrar na conta.

  6. Para o prefeito fazer política é não “brigar”. O prefeito tem MEDO de contrariar quem quer que seja. Ele não sabe mandar, não sabe exigir nada de seus subordinados. E se um subordinado aparece mais do que ele, ele demite (sem antes a Magali chamar para um canto e avisar que quem tem que aparecer é o prefeito). Ou seja, vai contra todos os papas da administração que dizem que todos tem que crescerem juntos (e aparecer também, pois isso é motivação).
    Tem secretários que diz a ele que faz alguma tarefa que o prefeito quer, mas na realidade não faz. Até por que não mandam (e também tem MEDO, pois qualquer problema sobra para eles) na sua secretaria e por sua vez os funcionário fazem o que bem entendem.

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