31 DE MARÇO. Daniel Coronel e o dia da vergonha

“…A ditadura militar instaurada no país deixou como legado centenas de mortes, desaparecidos e, no campo econômico, uma elevada dívida externa e altas taxas de inflação, o que se acentuou significativamente na década de 1980.

Embora passados vinte e nove anos da abertura política, a sociedade ainda quer e exige respostas, tais como: onde está o corpo de Rubens Paiva, quem foram os culpados pelo atentado do Rio Centro, qual a causa das mortes de Goulart, Juscelino e Carlos Lacerda, se  foram naturais ou  relacionadas com a chamada Operação Condor, entre outras questões.…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra de “O dia da vergonha”, artigo de Daniel Arruda Coronel. Ele é professor adjunto do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Diretor da Editora da UFSM. Também mantém o site www.danielcoronel.com.br.



3 comentários

  1. Jorge Costi Knoll

    -Provavelmente ele não viveu aquela época. E agora não passa de um “papagaio” d’outros – é a moda.
    Cada um tem sua opinião, e deve ser respeitada, mas dizer que não houveram coisas boas na Ditadura, como o aanço econômico, social, e infra-estrutura do Estado, é negar a própria essência, a própria história.
    Houveram erros, houveram coisas inadmissíveis, como perseguições, tortura, mas quem estava do outro lado tb jogava pesado, e não era nenhum santo. Muitos nada tinham a ver, mas acabaram pagando por outros que se esconderam na clandestinidade.
    É assim que penso.

  2. Jorge Costi Knoll

    -Provavelmente ele não viveu aquela época. E agora não passa de um “papagaio” d’outros – é a moda.
    Cada um tem sua opinião, e deve ser respeitada, mas dizer que não houveram coisas boas na Ditadura, como o avanço econômico, social, e infra-estrutura do Estado, é negar a própria essência, a própria história.
    Houveram erros, houveram coisas inadmissíveis, como perseguições, tortura, mas quem estava do outro lado tb jogava pesado, e não era nenhum santo. Muitos nada tinham a ver, mas acabaram pagando por outros que se esconderam na clandestinidade.
    É assim que penso.

  3. Elisandro

    Concordo com o Jorge Knoll. O golpe civil-militar foi eminentemente político. O projeto desenvolvimentista com forte estatização da economia foi o mesmo do governo Jango. A diferença foi a exclusão do elemento popular e do discurso de justiça social. Estes dois elementos foram substituídos pelo lema da bandeira. Afinal os milicos eram positivistas antes de tudo, e tinham claramente um projeto de poder que esgotou-se no fim dos anos 70. Esse projeto era o planejamento centralizado, semelhante aos planos quinquenais da URSS.
    Tanto isto é verdade, que há muitos assessores da Dilma, que incensam Delfim Neto e distribuem elogios ao Plano Nacional de Desenvolvimento (PND II) do governo Geisel.
    Além desse problema interpretativo no campo econômico, há um erro político histórico. Mourão Filho não foi apresentar as tropas para Castelo Branco, que estava escondido em lugar ainda não sabido. Mourão queria era que Minas tivesse saída para o mar, caso houvesse reação contra o golpe. Suas tropas seriam uma cabeça de ponte. E segundo, o próprio Mourão sonhava em fazer história, novamente, depois de elaborar o Plano Cohen (que justificou o Estado Novo) e ser alijado no exército como um elemento “político”. Mourão era um militar personalista demais, por isso, foi alijado dos centros de poder após o golpe.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *