DITADURA. “O ventre era cortado”, antes do corpo do torturado ser jogado no rio e para não vir à superfície

O coronel reformado Paulo Malhães é um torturador confesso. Atuou no Centro de Informações do Exército e integraga o chamado núcleo duro. Fez parte também da equipe da sugestiva Casa da Morte, o maior centro de tortura e desaparecimento de presos políticos brasileiros entre 1971 e 1973.

Mas, sobretudo, o depoimento de Malhães é, além de nojento, elucidativo acerca do que significou a ditadura militar brasileiro, que uns e outros gostariam de, incrivelmente, ver de novo. Vale conferir o material a respeito, publicado na versão online d’O Estado de São Paulo, em texto de Roldão Arruda. Mas, atenção: tem que ter estômago. E ser democrata. A seguir:

 “DITADURA MILITAR – Torturadores arrancavam arcadas dentárias e cortavam dedos, para impedir identificação dos mortos

Em depoimento à Comissão Estadual da Verdade do Rio, o coronel reformado Paulo Malhães, de 76 anos, acaba de dar importante contribuição para se entender melhor como a ditadura mutilou e desapareceu com os corpos de presos políticos. Segundo o coronel, para evitar que fossem encontrados, os agentes dos serviços de repressão jogavam os mortos em rios, em sacos impermeáveis e com pedras de peso calculado. Isso impedia que afundassem ou flutuassem.

O ventre da vítima também era cortado, evitando assim que inchasse e voltasse à superfície. O objetivo era criar condições para que o corpo fosse arrastado pelo rio. No caso de serem encontrados, os restos mortais dificilmente seriam identificados, porque os militares tomavam a precaução de arrancar as arcadas dentárias e os dedos das mãos, antes de lançá-los às águas…”

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