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UFSM. ASSUFSM debate formas de ingresso

POR MAIQUEL ROSAURO

O “Ingresso na UFSM” foi tema de um debate ontem (30), no campus. O vestibular, a pressão do empresariado e a autonomia universitária foram destaque da discussão. Leia abaixo na matéria de Rafael Balbueno, da assessoria de imprensa da SEDUFSM.

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Promovido pelo Grupo de Trabalho Educação da ASSUFSM, foi realizado na manhã dessa segunda-feira, 30, o debate “Ingresso na UFSM”. A atividade, que ocorreu na sala 2018 do prédio da reitoria e faz parte do projeto “ASSUFSM Debate”, contou com a participação do presidente da SEDUFSM, Adriano Figueiró, do coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes, Alex Monaiar, e do pró-reitor de Graduação da UFSM, Albertinho Gallina.

Como não poderia deixar de ser, o debate teve como ponto de partida especialmente os recentes desdobramentos envolvendo o fim do vestibular na UFSM e a adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu – que por sua vez tem o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, como prova seletiva do processo). Além disso, a decisão do juiz Loraci Flores, da 3ª Vara Federal de Santa Maria, de suspender a deliberação do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSM (CEPE), que havia decidido pela adesão ao Sisu, também esteve entre os assuntos mais comentados.

Em sua fala, Figueiró destacou como um dos pontos negativos de todo esse processo, a pressa e a ausência de um debate equivalente à importância da decisão. “Eu acho que essa discussão, justamente pela existência de vantagens e desvantagens, precisaria ter sido mais largamente discutida dentro da universidade antes que o Cepe se manifestasse de forma definitiva. Por mais que tenham sido feitos três ou quatro debates, penso que é muito pouco para um processo de tamanha importância e especialmente quando se está dando início a uma discussão estatuinte dentro da universidade, que poderia se debruçar sobre essa questão com um tempo mais alargado, com uma participação mais ampla”. Além disso, para o professor, essa pressa foi fator determinante para a abertura de brechas que questionaram a decisão do Conselho. “Esse processo acelerado acaba fragilizando a democracia interna da universidade e abre flanco para interferências externas, como a do judiciário, que, por mais que sejam impertinentes, acaba se baseando justamente nesse nosso aceleramento do processo”. Por fim, o presidente da SEDUFSM destacou a importância de se abrir o debate inclusive para que novas propostas surjam. “Seria um falso debate se nós colocássemos aqui o vestibular da UFSM contra o Sisu, como se não houvessem outras alternativas. Então eu acho que, no fundo, nós estamos precisando discutir mais e as divergências que têm surgido mostram que esse é um assunto que merece mais discussão da nossa parte”.

Para o pró-reitor de Graduação Albertinho Gallina, a rapidez com que a última decisão do CEPE foi tomada, deve ser avaliada em comparação com a morosidade e o abafamento, em administrações anteriores, de tentativas de rever o ingresso na UFSM. Para ilustrar isso, Gallina citou o exemplo de processo de autoria do DCE, protocolado em 2010, e que solicitava que a UFSM revisasse o ingresso na universidade. Além disso, e entre outras questões, o Diretório questionava quais as possibilidade de intervenção da sociedade no modelo de ingresso eram abertas pela reitoria. Tal processo, contudo, teve um curto andamento e foi arquivado pela PROGRAD na época.

Pressão do empresariado e autonomia universitária

Embora muitos fossem os pontos com leituras diferentes por parte dos três participantes da mesa, com certeza se mostrou unânime a avaliação que aponta como danosa a intervenção do empresariado local, em especial dos cursinhos preparatórios para o vestibular, na decisão da universidade. Para o coordenador geral do DCE, Alex Monaiar, a centralização em um único processo de seleção para o ensino superior é positiva, já que o contrário disso favorece o mercado dos cursinhos, que podem mudar seus planos pedagógico conforme quiserem e, ainda, focá-los em um processo seletivo específico. Já as escolas públicas, que atendem a um plano pedagógico definido pelo Ministério da Educação e pela Lei de Diretrizes e Bases, não têm essa flexibilidade. Aliás, nesse mesmo sentido, Monaiar destacou que não existe nenhuma regulação, ligada aos órgãos de educação do Estado, sobre os cursinhos de preparação pré-vestibular. Ou seja, em regra, mesmo fazendo parte do setor da “educação”, os cursinhos não possuem nenhum tipo de regulação das instituições governamentais responsáveis pela educação. “Eles exploram economicamente justamente essa contradição da educação ser um direito para todos e, ao mesmo tempo, não ter vagas para todos”, completa o estudante.

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