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Um filme para ver antes de morrer – por Bianca Zasso

foto biancaNa terça-feira passada, 24 de junho, o dia amanheceu mais triste para os admiradores do cinema. O notícia da morte do ator americano Eli Wallach, aos 98 anos, fez muitos cinéfilos relembrarem seus personagens em filmes como Os desajustados, de John Huston e O poderoso chefão Parte III, de Francis Ford Coppolla.

Um dos pioneiros do Actor’s Studio, escola que ajudou a moldar talentos como Marlon Brando e Paul Newman, Wallach não só participou de várias fases do cinema americano e europeu como também era um apaixonado pela arte de atuar. Mesmo debilitado pela idade ele continuava recebendo e aceitando convites para integrar elencos de produções como Wall Street: o dinheiro nunca dorme e Nova York, eu te amo.

Esta colunista que vos escreve não falou desta perda antes por pura falta de coragem. Isso porque Eli Wallach fez parte da minha vida durante quase um ano, quando encarei o desafio de escrever meu trabalho final do curso de jornalismo sobre o faroeste Sete Homens e um destino, do diretor John Sturges, onde ele interpreta com um charme único o bandido Calvera. Podia ter escrito uma homenagem ou até fazer um breve comentário sobre um dos muitos trabalhos de sua longa carreira. Porém, escolhi rever com atenção e saudade um dos mais importantes personagens da carreira de Wallach. Acabei chegando a uma conclusão.

Três homens em conflito, um título infeliz para um filme que originalmente se chama O bom, o mau e o feio, dirigido pelo italiano Sergio Leone foi um marco na vida de Wallach por levar seu nome aos pagos europeus e também por impulsionar sua carreira. A produção encerra a chamada Trilogia dos Dólares, iniciada por Leone em 1964 com Por um punhado de dólares. O bom, o mau e o feio teve orçamento baixo e sucesso gigante.

Ao assisti-lo novamente, (re)descobri que é o filme perfeito, inovador, com elementos que prendem o espectador sem menosprezar sua inteligência. Até quem não é chegado em faroestes, sejam eles italianos ou não, deve, ao menos uma vez na vida, desfrutar desta obra de Leone. Por mais que alguns gêneros não façam parte da nossa coleção de preferência, devemos dar uma chance. Duvido alguém resistir aos planos, diálogos, silêncios e olhares de O bom, o mau e o feio.

Eli Wallach interpretou Tuco, o feio do filme. O que seria um desaforo para alguns atores tornou-se o momento de mostrar o talento de um homem que ia do mais elegante ao mais violento dos homens. O bom, o mau e o feio será para sempre a minha melhor lembrança de Wallach. E, ouso dizer, será a minha escolha na hora que sempre chega. Espero que eu esteja bem velhinha, um pouco caduca até, mas algo me diz que será com esse filme que vou me despedir desse mundo louco. Por mais que a lista passe de mil

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