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OBSERVATÓRIO. Sem troco, candidato até pode se eleger. Mas precisa procurar com lupa. E não achará

Esteja certo: para obter êxito aqui, sem troco nada feito. (Foto Elza Fiuza/Agência Brasil)
Esteja certo: para obter êxito aqui, sem troco nada feito. (Foto Elza Fiuza/Agência Brasil)

Uma ideia, sozinha, não tem a mínima condição de garantir vitória eleitoral. E não só no Brasil. Em qualquer democracia do mundo, inexiste campanha sem troco. Nas ditaduras, sim, nessas não há problema, inclusive porque não há eleição – como também são cortadas coisas “bobas” como liberdade de expressão, aquela que permite a este colunista escrever esse parágrafo, por exemplo.

Dito isto, e como não há financiamento público (proposta controversa, até porque mal explicada) nem apenas de pessoas físicas (em vias de ser aprovado pelo Supremo Tribunal Federal), o que conta são as contribuições das empresas e, acrescente-se, dos chamados Fundos Partidários. Nesse caso, o dinheiro é público e privado – decorrentes, entre outras fontes, das multas impostas a partidos e candidatos.

Não é por outra razão que diz-se, com propriedade, ser impossível eleger ideias. Há alguém por trás delas e uma (ou muitas) empresa que as banca, através do candidato. Que, no mais das vezes, é mais de si mesmo que do próprio partido. Ao menos no Brasil assim é.

O que se está pretendendo dizer, com essa história toda? Simples: vai às ruas de Santa Maria, da região e do Estado e saberá, com bastante razoável precisão, quem tem chance ou não de eleger-se deputado. Sem troco, é nula. Ou, conceda-se, praticamente nula.

E para não fugir da raia, veja-se o caso dos candidatos santa-marienses. Eles chegam a quase duas dezenas, mas é bastante fácil supor que não mais de meia dúzia podem, meeeesmo, ser considerados competitivos. Qualquer outro que obtiver um mandato será bem-vindo, mas a vitória é bastante improvável. Goste-se ou não.

EM TEMPO: o fato de ser financiado por empresas privadas, é bom que se diga, não necessariamente torna um concorrente melhor ou pior que outro, menos ou mais comprometido com as causas que defende.

 

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