Coalizão. Papai Noel foi embora. É hora de tratar da formação do novo governo federal
Acabou a festa. Ok, ok. Foi só o Natal. Ainda tem o Ano Novo. Em todo caso, no intervalo, ao que tudo indica Luiz Inácio Lula da Silva trata de amarrar algumas possibilidades de nomes ministeriais para o segundo mandato, que inicia na próxima segunda-feira, 2 de janeiro.
Assim, nesta quarta-feira, o Presidente conversa com lideranças de seu partido (sim, o PT é o partido de Lula, do qual é até fundador). Os petistas não dizem publicamente, mas gostariam de, no mínimo, manter o espaço que ostentam hoje em Brasília. E vão fazer essa reivindicação, no encontro privado que terão com o líder.
Só tem um porém: para tornar factível (e agradável aos novos convivas) o governo de coalizão, Lula tem que ampliar é o espaço de outro grandão, o PMDB. É uma verdadeira obra de engenharia política. Vai funcionar? Ninguém sabe. O certo é a reunião de hoje com os petistas. E talvez (depende do apagão aéreo, acredite) um novo encontro com o PMDB.
Sobre os conchavos em torno do formato do governo no segundo mandato lulista, e especialmente sobre as reuniões deste intervalo entre o Natal e o Ano Novo, convém dar uma lida na reportagem de Gabriela Guerreiro, da sucursal de Brasília do portal Folha Online. Confira:
Lula retoma conversas com aliados para discutir reforma ministerial
Depois de passar o Natal ao lado da família em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma nesta quarta-feira as conversas com partidos aliados para discutir a composição do novo governo em seu segundo mandato.
Lula deve se reunir na manhã desta quarta-feira com a comissão política do PT para consultar o partido sobre mudanças no ministério e os cenários para as eleições à presidência da Câmara e do Senado.
O presidente adiou para fevereiro as mudanças no ministério com o objetivo de acomodar os partidos aliados no quebra-cabeças que se tornou a composição do novo governo. A disputa para o comando da Câmara e do Senado está no centro das discussões com os aliados.
O PMDB caminha para desistir da candidatura própria e apoiar o nome do petista Arlindo Chinaglia (SP) para a presidência da Câmara. Em troca, os peemedebistas esperam ter o espaço do partido ampliado no primeiro escalão do governo.
Deputados do PMDB
Além da conversa com o PT, também está previsto para esta quarta-feira um encontro de Lula com deputados do PMDB para discutir a nova composição do governo. Os peemedebistas, no entanto, tentam adiar o encontro para não interromper o recesso de parlamentares que estão fora de Brasília nas festas de final de ano.
O deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) disse que a bancada não está mobilizada para o encontro temendo problemas para retornar aos Estados em meio ao apagão aéreo dos últimos dias. “Essa reunião já estava marcada há tempos, mas queremos adiar. Eu mesmo não vou, nem o presidente Michel Temer [presidente do PMDB]. Corremos o risco de passar o ano novo longe da família”, disse o deputado à Folha Online.
Geddel negou que a mobilização contra a reunião tenha motivação política. “É só isso, não tem nenhum intenção política por trás dessa decisão”, afirmou…
SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página de Brasil, no portal Folha Online, no endereço http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u88052.shtml.





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