EMATER. Santa Maria terá agroindústria de plantas condimentares. Produção irá atender o mercado local

POR MAIQUEL ROSAURO

A Emater e a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Rural (SMDR) desenvolvem um projeto de cultivo e agroindustrialização de plantas condimentares no interior de Santa Maria. A produção visa atender o mercado local. Confira abaixo na matéria de Helena Boucinha, jornalista da Emater.

Santa Maria terá agroindústria de plantas condimentares

Em Santa Maria, na região Central, a Emater/RS-Ascar e a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Rural (SMDR) estão desenvolvendo um projeto de cultivo e agroindustrialização de plantas condimentares, em parceria com os produtores rurais da localidade de Alto das Palmeiras, no interior do município.

Sete famílias dessa localidade produzem pimenta, manjericão, alecrim, canela doce, cravo da índia, pimenta da Jamaica, louro e orégano, este último o principal produto a ser cultivado no projeto. A produção visa atender o mercado local, visto que todo o condimento comercializado vem de fora do município. O dado foi apontado por uma pesquisa feita pela Emater/RS-Ascar e prefeitura.

“A produção de plantas condimentares ou de temperos é uma alternativa inovadora para as pequenas e médias propriedades e, frente à realidade de Santa Maria, onde praticamente todos os condimentos vem de fora e até mesmo do exterior, a iniciativa torna-se interessante e promissora para os produtores”, diz o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, engenheiro agrônomo Francisco Alberto Traesel.

Os produtores já estão discutindo as oportunidades e os problemas da cadeia produtiva, enfatizando as boas práticas agrícolas na produção para a obtenção de material de qualidade. Nesta terça-feira (06/01), houve o primeiro Dia de Campo do grupo, com a realização de palestras e visita às áreas iniciais de plantio, no Alto das Palmeiras.

A primeira exposição foi feita pela professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Melânia Palermo Manfron, sobre plantas bioativas, cultivo, dessecação, estabilização e conservação de plantas. Melânia destacou a diferenciação das espécies e a identificação de cada uma delas. Conforme a professora, há possibilidade de criação imediata de um projeto paralelo com a própria UFSM, para a identificação das plantas produzidas pelo grupo, abrindo caminho para a emissão futura dos laudos de procedência dos cultivos.

Após a apresentação da professora da UFSM, ocorreu a exposição do diretor executivo da Distribuidora de Temperos Amazonas, de Santa Maria, Thiago Tagliari, sobre comercialização e mercado de condimentos. O representante da empresa afirmou que tem interesse em comprar a produção das famílias produtoras de Santa Maria. “Primeiramente para complementar a demanda já existente e, futuramente, passar a comprar a produção apenas dos produtores de Santa Maria”, afirmou Tagliari. Para exemplificar, o diretor citou o caso do orégano que, atualmente, é todo importado do Chile.

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