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De olho no Gigante – por Luciana Manica

lucianaCertamente as pessoas ou empresas que se destacam chamam a atenção. Não são raras as vezes que o menos ciumento ou desatento acaba por questionar como aquela figura chegou a ocupar tal posto.

As máximas explicam: só o trabalho árduo reflete o verdadeiro sucesso. Sabemos que este é difícil de ser conquistado, principalmente pela concorrência que fica páreo a páreo, alcançado cada etapa atingida.

Mas situações estranhas temos aos montes. O império de Eike Batista, por exemplo. De magnata de negócios e empresário brasileiro, com fortuna na exploração de mineração, petróleo, gás, logística, energia, indústria naval e carvão mineral a devedor “invejável”. No ranking dos afortunados, passou de terceira pessoa mais rica do Brasil em 2012 e a 75ª mais rica do mundo, chegando a perder em um ano 99% dos seus ativos. Como isso? Foi denunciado por uso de informação privilegiada.

O que diremos de Lulinha? Fábio Luís Lula da Silva, filho de Luís Inácio Lula da Silva (ex-presidente). Eu, nada! Mas então vamos questionar! Será que são tantos bens porque “cada um que conta um conto, aumenta um ponto”? Eu é que não vou dizer mais nada!

E a gigante Google? Passados cinco anos de investigação e negociações, a União Europeia a acusou formalmente de abusar de sua posição de mercado nas buscas na internet para minar o alcance de seus competidores. É normal que as empresas ajam de forma destemida, com agressividade para vencer o mercado. A Microsoft, anos atrás comprou a Yahoo para atacar a líder Google. Ou seja, uniu forças para tentar vencê-la. Mas enquanto isso, parece que a Google já tinha outras estratégias (parece que ilícitas).

Enquanto não houver abuso do poder dominante, a disputa é sadia aos consumidores, pois as empresas crescem, desenvolvem novos produtos, fazem parcerias, barateiam os preços, aprimoram serviços. O problema é quando afeta a concorrência de forma desleal ou a clientela de modo a prejudicar o consumidor. Essa conduta é vedada pela Lei de Propriedade Industrial como ilícito civil e penal. No Brasil, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é responsável por atuar em casos como esse.

Em suma, é por isso que a Google está sendo acusada na Europa, por favorecer as páginas de seus serviços de comparação de preços ou sites especializados em viagens em sua busca. Assim agindo, a empresa prejudicava as ferramentas de busca de concorrentes, como o Bing da Microsoft. A tão esperada decisão está prevista só para 2016. Até lá vale recordarmos do provérbio português: “as fortunas rápidas são as mais suspeitas e as menos sólidas”. Te cuida, Gigante!

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