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ECONOMIA. Santa Maria dá a largada à mobilização da Indústria da Defesa no Rio Grande. Saiba por quê!

Projeto do Simulador de Apoio de Fogo (Safo), do Exército de Santa Maria, estará entre os temas em discussão, no Workshop que ocorre nesta quinta-feira (foto Divulgação)
Projeto do Simulador de Apoio de Fogo (Safo), do Exército de Santa Maria, estará entre os temas em discussão, no Workshop que ocorre nesta quinta-feira (foto Divulgação)

Por MARCOS FONSECA

Santa Maria será o ponto de partida de um ciclo de mobilização em busca do fortalecimento da indústria da defesa do Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira, o município sedia o primeiro de três encontros que irão debater ações de fomento ao setor. Os demais eventos ocorrerão em agosto, em Caxias do Sul, e setembro, em Porto Alegre.

O Workshop de Simuladores e Defesa Cibernética de Santa Maria ocorre entre 8h30min e 17h no auditório do Santa Maria Tecnoparque. O tema local foi escolhido porque a cidade concentra, desde 2014, o Polo de Defesa gaúcho, voltado à atração de empresas prestadoras de serviço às Forças Armadas, principalmente do ramo de simuladores.

O ciclo de mobilização reúne entidades voltadas ao desenvolvimento do Estado, lideradas pela Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) e o Comitê da Indústria de Defesa e Segurança da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Comdefesa/Fiergs). No município, as ações são coordenadas pelo Santa Maria Tecnoparque e pela Agência de Desenvolvimento de Santa Maria (Adesm).

A tarefa do Polo de Defesa santa-mariense será fortalecer a vocação do município nas áreas de defesa cibernética e simuladores. Para isso, ocorrerão, nesta quinta-feira, palestras, painéis e debates reunindo militares, instituições de ensino e empresários. Pesquisadores e representantes de empresas do setor de defesa militar no país falarão sobre o mercado da indústria cibernética, a formação de especialistas em segurança eletrônica. Também serão mostrados projetos já em andamento junto ao Exército para o reforço das unidades militares.

O encontro interessa, em grande parte, ao projeto do parque tecnológico de Santa Maria. Criado há um ano e meio, o parque concentra hoje cinco empresas. A intenção é poder ampliar esse número abrindo espaço a investidores do ramo da defesa. Segundo o gestor executivo do Santa Maria Tecnoparque, Cristiano Silveira, o empreendimento tem foco em cinco áreas prioritárias. Além da defesa, mira sua atenção na Tecnologia da Informação, em metalomecânica, em economia criativa e na agroecologia.

Conforme Silveira, o projeto do Tecnoparque ainda é muito novo, por isso a quantidade de empresas sediadas ainda é pequeno. Contudo, sempre há interessados. Até o final deste ano, pelo menos três novos empreendimentos poderão abrir uma unidade no parque, sendo dois de Santa Maria e um de fora do país. A direção do SM Tecnoparque prefere, por enquanto, não divulgar detalhes sobre os investimentos.

Silveira reforça que os assuntos a serem abordados no encontro desta quinta-feira não dizem respeito apenas ao setor militar. É o caso da defesa cibernética, ramo da Tecnologia da Informação que atua na criação de programas destinados à segurança da informática. O tema interessa, principalmente, às agências bancárias, que cada vez mais investem em serviços eletrônicos para facilitar a vida dos clientes. Ao mesmo tempo em que disponibilizam serviços eletrônicos, os bancos precisam assegurar que esses serviços são seguros e à prova de fraudes.

O ciclo da indústria de defesa segue em 17 de agosto, com um encontro em Caxias do Sul sobre o fornecimento de materiais à indústria da defesa. O terceiro workshop será em1º de setembro, em Porto Alegre. O evento, que ocorrerá no parque tecnológico da PUC-RS (Tecnopuc) debaterá investimentos no setor aeroespacial.

Evento ocorrerá durante todo o dia, no Santa Maria Tecnoparque (foto Marcos Fonseca)
Evento ocorrerá durante todo o dia, no Santa Maria Tecnoparque (foto Marcos Fonseca)

O evento:

– O quê: Workshop de Simuladores e Defesa Cibernética

– Quando: Quinta-feira, 23 de julho

– Horário: 8h30min às 17h

– Local: Auditório do Santa Maria Tecnoparque (Avenida Pedro César Sacol, Eixo Secundário 8, 555 – Distrito Industrial de Santa Maria)

– Informações: (55) 3220-0363 ou no site santamariatecnoparque.com.br

Confira a programação:

– 09h30min – Palestra de abertura: A defesa cibernética no Brasil: desafios e possibilidades de contribuição à segurança cibernética nacional. Palestrante: Gen. Div. Paulo Sérgio Melo de Carvalho, chefe do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber)

– 11h – Painel sobre Defesa Cibernética

Mediador: Christiano Ambros, Agente de Desenvolvimento da AGDI

Mercado de segurança cibernética. Painelista: Fabio Ramos, CEO da Axur

Pesquisa e formação de recursos humanos em segurança de informação. Painelista: Prof. Dr. Raul Ceretta, Professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

– 14h – Painel sobre Simulação

Mediador: Cristiano Silveira, Gestor Executivo do Santa Maria Tecnoparque

Mercado de simuladores no Brasil. Painelista: Auro Azeredo, coordenador do CSTA/ABIMDE

O papel da Universidade no setor de simulação: Projeto SiS-Astros 2020. Painelista: Prof. Drª. Lisandra Manzoni Fontoura, coordenadora do Projeto SiS Astros 2020 na UFSM

Sistemas Modernos de Treinamento para Veículos Blindados. Painelista: Leonardo Vegini, gerente de Desenvolvimento de Negócios da AEL Sistemas

O caso da SBPA Simuladores e Tecnologias. Painelista: Adriano Oliveira, gerente comercial da SBPA Simuladores e Tecnologias

SAFO – Simulador de Apoio de Fogo. Painelista: Marcus Bispo, gerente do projeto Simulador de Apoio de Fogo (Safo) da Tecnobit

– 16h – Palestra de encerramento: Simulação aplicada ao adestramento da força. Palestrante: Cel. Marcelo Ribeiro Carvalho, chefe da Divisão de Simulação do COTER

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2 Comentários

  1. "Mentimos para nós o tempo todo: adiantamos o despertador para não perder a hora, acreditamos nas juras da pessoa amada, só levamos realmente a sério os argumentos que sustentam nossas crenças. Além disso, temos a nosso próprio respeito uma opinião que quase nunca coincide com a extensão de nossos defeitos e qualidades. Sem o auto-engano, a vida seria excessivamente dolorosa e desprovida de encanto. Abandonados a ele, entretanto, perdemos a dimensão que nos reúne às outras pessoas e possibilita a convivência social.
    O problema é que as mentiras que nos contamos não trazem seu nome verdadeiro estampado na fronte. É preciso, por isso, analisar os caminhos que nos levam até elas: encontraremos aí a origem de grandes conquistas e alegrias, mas também dos sofrimentos que muitas vezes causamos a nós mesmos e às pessoas que nos cercam." – Eduardo Gianetti.

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