Troca de comando. Por que Haroldo Pouey foi renunciado da presidência do PMDB/SM
Desculpa, mas antes uma auto-deferência: foi nesta (nem sempre) humilde página de internet que você soube, com absoluta primazia, no início da tarde de ontem, que o presidente do PMDB santa-mariense, Haroldo Pouey, havia renunciado ao cargo. E que, no seu lugar, assume Antonio Carlos Freitas Vale de Lemos – para conferir, clique aqui. Na verdade, a saída de Pouey – oficialmente por vontade do próprio, que é candidato a vereador, pela terceira vez, e quer cuidar da campanha – é o clímax de uma crise interna que abate os peemedebistas locais desde 2005, pelo menos. Exatamente à época em que o agora ex-presidente foi ungido, depois de eleita uma chapa única (mas definitivamente não de unidade) para o Diretório Municipal. A saída de Pouey, ele até poderá negar, mas é correto, foi, digamos, incentivada pela cúpula partidária. E esta não se encontrava concentrada exatamente na Executiva. É, objetivamente, uma tentativa de propor o reencontro dos peemedebistas, trazendo de volta para o partido alguns nomes (dos que ainda permanecem, pois Luiz Celso Giacomini e Sérgio Severo, por exemplo, já se mandaram e procuram caminhos diferentes do peemedebismo) que estavam afastados. Todos descontentes com a forma como o partido era dirigido. E não apenas por Pouey, mas pelo que ele representa: a vontade de Cezar Schirmer, o principal nome da sigla e virtual candidato a prefeito, pela terceira vez consecutiva, no pleito de 2008. O que não se sabe, isso é fato, é se a saída do Presidente (um nome, apenas, e nem dos mais significativos, embora importante e peemedebista de longa data) será suficiente para apaziguar os ânimos. A menos, claro, que ocorra uma verdadeira convergência. Tarefa das mais complicadas e que, até prova em contrário, está nas mãos de Antonio Carlos Lemos, o vice-presidente. Ele próprio, não exatamente faceiro com os rumos do partido nos últimos dois anos. Resta esperar para ver. E conferir. Inclusive porque, como o próprio Lemos me disse, ainda ontem à tarde, é sua intenção ouvir o Diretório Municipal da sigla. Talvez (e isso é apenas dedução claudemiriana) em busca do respaldo para tocar o barco. Pelo menos até 28 de outubro, data da próxima convenção municipal. E é esse evento o verdadeiro momento de convergência dos peemedebistas. Na verdade, é a convenção municipal que vai determinar o quanto estará coeso o PMDB, para enfrentar o embate eleitoral do próximo ano. Ou alguém duvida?
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