IMPRESSA. Na coluna desta quinta, a intervenção na Saúde. Que só poderá funcionar se, junto, vier o troco
Você confere a seguir, na íntegra, a coluna do editor do sítio, publicada na edição desta quinta-feira, 16 de julho, no jornal A Razão:

Intervenção, tudo OK. Mas, e o troco?
A informação antecipada por A Razão, ainda na noite de terça-feira, pelo repórter Fabrício Minussi, sobre a intervenção do Governo do Estado, na coordenação da saúde pública de Santa Maria e região embute uma certeza e uma dúvida. Ambas do mesmo tamanho.
O apelo dos secretários municipais deixa a convicção de que há problemas de gestão detectados por eles e aceitos pela Governo do Estado. Isso não significa incompetência de pessoas, necessariamente, mas com certeza de métodos e processos. No mínimo.
Agora, a dúvida. Será que a mera solução dessa dificuldade administrativa, vamos dizer assim, será suficiente para sanar a situação de confessada calamidade na saúde pública local e regional? Ou, perguntando de outra forma, sem a necessária (e improvável) injeção de recursos, de troco, de bufunfa, a propalada intervenção não será apenas cosmética? O colunista suspeita que sim. Isto é, sem dinheiro, nada feito. Ponto.
SÓ SE INVENTAREM
Gente com influência, mas não necessariamente na direção do PMDB, não tem dúvida: dos quadros militantes, apenas dois nomes podem ser apresentados para uma eventual composição com outras siglas, seja na cabeça de chapa ou como vice. São o vereador Cezar Gehm e o secretário de Infraestrutura Tubias Calil. Não necessariamente nesta ordem. Outra alternativa seria só invenção.
COM QUEM SERÁ?
Como se dizia antanho, “reina grande expectativa” na política da boca do monte para saber quem, afinal, será o candidato do PT a prefeito em 2016. O “buquimequi” (outra palavra das antigas) corre solto entre militantes de todas as agremiações. Não há favorito nas apostas.
EFEITO SÓ RESIDUAL
Não obstante os discursos públicos, poucos creem que a adesão do deputado tucano Jorge Pozzobom à proposta de austeridade imposta pelo Palácio Piratini, à sua base de apoio, na votação do projeto restritivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias, tenha alguma influência no eleitorado em 2016. Se houver algum efeito, será residual. Será?
COLUNISTA INVEJOSO
Por 15 dias, os edis estão em recesso. O colunista fica cá a pensar com seus ralos fios de cabelo: bem que o Alexandre de Grandi, sem descontar salário, poderia dar uma folguinha. Assim não precisaria escrever que, por exemplo, o debate sobre os Planos de Educação e de Saneamento também terá folga nesse período.





Troco não tem. Não adianta dizer que tem que priorizar o colégio das crianças porque nem para isto tem dinheiro.
Orçamento deste ano (obra de Tarso, o intelectual, aprovado na AL, perto de 57 bilhões) previa crescimento do PIB de 4% (1% acima do nacional) e inflação de 5%. O crescimento previsto da receita era de 12,4%. O que acontece quando aumenta a despesa, a receita diminui e não tem como financiar o déficit?
Orçamento ainda preve 3,6 bilhões para dívida. Não dá para renegociar sozinho, governo federal só pode diminuir de todos. Perdoar não vai porque é receita prevista, teria repercussões internacionais.
Fora o Banrisul (não vai acontecer, seria empurrar o problema com a barriga e o banco aumenta a receita) não tem muito o que privatizar. Não tem comprador. CEEE anda mal das pernas, periga perder a concessão como distribuidora. CORAG não tem comprador.
Incentivos fiscais não dá para tirar. Quebra de contrato, desemprego, diminuição de arrecadação e desindustrialização. Aumentar impostos sem arrumar a casa é jogar dinheiro fora. Pode até piorar.
No linguajar politicamente correto de hoje, políticos não mentem e nem enrolam, "vendem" esperança para a população.
A chinelagem acha que o dinheiro existe e é mal aplicado ou que tudo não passa de "artimanha" para implementar um modelo "neoliberal".
Quem vive conspirando acha que os outros também fazem. Idem para as "artimanhas". Existe gente séria por aí. Os problemas da população não são as eleições do ano que vem e nem 2018.