ELEIÇÕES. As peças se movem no tabuleiro e agora coligações viram a prioridade de partidos e candidatos

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No estratégico jogo de formar alianças fortes, partidos buscam nomes mais representativos

Por JOSÉ MAURO BATISTA e JOYCE NORONHA (texto) e FÁBIO MACIEL (artes)

A primeira eleição com possibilidade de dois turnos em Santa Maria, até agora, é de muitas reviravoltas. Depois de um período de lançamento de pré-candidatos, os partidos ficaram na espera para definir alianças. Nas duas últimas semanas as peças começaram a ser colocadas no tabuleiro. Primeiro, com o PDT, primeira sigla a definir chapa completa. Nessa semana, foi a vez do PP lançar nome próprio e mexer mais uma vez com o jogo.

A meio ano do primeiro turno, oito pré-candidatos despontam para disputar o lugar que há sete anos e três meses é de Cezar Schirmer (PMDB). A maioria dos pré-candidatos se lançou no ano passado, alguns desistiram e houve até quem trocasse de partido.

As movimentações no tabuleiro começaram há exatamente um mês, no dia 10 de março, quando o vice-prefeito José Haidar Farret, até então pré-candidato do PP, anunciou sua desistência. Farret tinha esperança de reverter uma condenação judicial, mas o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve a inelegibilidade.

O julgamento de Farret era esperado não só pelo PP e pelo PMDB, que havia empenhado a palavra de apoiar a candidatura do vice à Prefeitura, mas também pelos demais partidos. As negociações dependiam principalmente das movimentações das principais siglas da administração municipal. Até a oposição, como o PT e o PSDB, ficaram na dependência da situação de Farret.

No complexo jogo da sucessão municipal em Santa Maria, que entra para o seleto grupo de cidades com mais de 200 mil eleitores, até mesmo o Palácio Piratini andou participando. Foi por meio de integrantes do governo José Ivo Sartori que o PMDB local começou a se aproximar do ex-deputado Fabiano Pereira, pré-candidato do PSB. Até a semana passada, Fabiano era dado como o nome certo para encabeçar um frentão com PSB, PMDB, PP e outros partidos da base do governo Schirmer. Na quinta-feira, porém, uma peça movimentada pelo PP mudou o jogo. Pelo menos por enquanto. Definição, mesmo, só depois de 5 de agosto, último dia para a realização das convenções partidárias. Pela legislação eleitoral, até lá, todos são pré-candidatos.

ELEIÇÕES. As peças se movem no tabuleiro e agora coligações viram a prioridade de partidos e candidatos - política-A-Razão“Um jogo de xadrez”, diz presidente do PMDB

A reviravolta, em princípio, também leva o PMDB para o lado do PP. Até o início deste ano, os peemedebistas afirmavam que seu compromisso era com o vice-prefeito José Haidar Farret e não com o PP. Assim, se Farret não fosse o candidato, o PMDB estaria livre para lançar candidatura própria ou buscar outros caminhos. E foi assim que começou a se articular uma aliança em torno do PSB. Nos últimos dias, porém, PP e PMDB teriam decidido caminhar juntos.

O presidente do PMDB, Cezar Gehm, é cauteloso e não descarta nenhuma das três possibilidades colocadas para o partido: chapa própria, coligação com o PP e coligação com o PSB. “É um grande jogo de xadrez. Queremos fazer a melhor jogada para ganharmos a eleição”, resume.

Enquanto isso, o presidente do DEM de Santa Maria, Nelson Cauzzo, diz que a legenda articula uma aliança com o PPL, que apresentou o vereador Werner Rempel como pré-candidato. Cauzzo diz que as tratativas ainda não foram concluídas e outras siglas negociam entrada na coligação.

O vereador Manoel Badke (DEM) diz que, se a aliança ficar PPL e DEM, o nome do candidato a vice será de um demista. “O acordo inicial é que o Werner fique na cabeça da chapa. Isso está certo, esperamos outros partidos para definir o vice, mas temos quatro nomes do DEM à disposição”, comenta Badke. São eles: o secretário de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto, a secretária adjunta de Assistência Social, Zélia Cunha, ex-secretária estadual de Educação, Márcia Teston, e o nome dele próprio.

Além disso, Badke menciona que se a parceria com o PPL não se confirmar, o DEM deverá se aliar ao PSDB, que apresenta Jorge Pozzobom como pré-candidato. “São os dois caminhos que nós temos”, conclui o vereador.

Já a vereadora e presidente do Partido da República (PR), Anita Costa Beber, diz que a sigla ainda está em definições. “Como apresentamos um pré-candidato, muitos partidos vieram conversar com a gente, mas nada está definido. O PR só não foi procurado pelo Fabiano Pereira (PSB) e pelo Valdeci Oliveira (PT)”, diz Anita. A parlamentar cita que uma reunião da executiva provisória deve acontece nesta semana, com a presença do pré-candidato, Paulo Ceccim, para debater as possíveis alianças.

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