SEGURANÇA. Mais de 600 mil detentos nas cadeias brasileiras. De cada 10 presos, quatro são provisórios

O levantamento é do G1, o portal de notícias das Organizações Globo, numa grande reportagem sobre a situação prisional do País. Um dado: o número de detentos nas cadeias brasileiras alcança 615,9 mil. Deles, perto de 40% ainda não foram julgados. E deste CONTINGENTE de mais de 240 mil, pelo menos 140 mil estão presos há mais de três meses.
Uma situação de absoluto caos, não é preciso ser adivinho para reconhecer. E no Rio Grande do Sul? No território gaúcho há 22 mil presos condenados e 8,2 mil provisórios, num total de mais de 30 mil detentos que entopem o sistema prisional. Vale, mesmo, conferir a reportagem assinada por Clara Velasco, Rosanne D’Agostino e Thiago Reis. A foto é de Reprodução. A seguir:
“Número de presos dobra em 10 anos e passa dos 600 mil no país…
… Com um déficit de 244 mil vagas no sistema penitenciário, o Brasil já conta com 615.933 presos. Destes, 39% estão em situação provisória, aguardando julgamento. É o que mostra um levantamento feito pelo G1 com base em dados fornecidos pelos governos dos 26 estados e do Distrito Federal referentes a maio deste ano.
Há superlotação em todas as unidades da federação. A média no país é de 66%. Em Pernambuco, no entanto, essa taxa chega a 184%.
Os dados obtidos pela reportagem são os mais atualizados disponíveis. Os últimos números divulgados pelo Ministério da Justiça, por exemplo, são relativos a dezembro de 2013. O órgão deve lançar nesta terça (23) um relatório com os dados de junho de 2014. A Secretaria Nacional da Juventude também divulgou um mapa do encarceramento no início do mês, mas com dados de 2012.
O levantamento do G1 mostra que, em dez anos, dobrou o número de presos no sistema carcerário – ante um aumento de apenas 10% da população brasileira no mesmo período. Em 2005, a população carcerária era formada por 300 mil pessoas.
O “boom” de presidiários tem feito com que a maioria dos estados abra mais vagas, ampliando ou construindo mais unidades. Em pouco mais de um ano, quando foi feito o último levantamento pela reportagem, foram acrescidos ao sistema 8 mil lugares – insuficientes, no entanto, para a nova demanda, de 52 mil presos. Há atualmente 371 mil vagas no sistema…”
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Quando alguém apresenta muitos números, é de se desconfiar dos números. Quando não apresenta nenhum, é mentira ou chute.
Os 40% "que não foram julgados", não são ladrões de galinha como muito advogado escandalizado gosta de propalar. Traficantes, assassinos, estupradores, até para estes o prende-solta termina um dia.
Sem falar os casos polêmicos, vide os inocentes até o trânsito em julgado relacionados ao caso do menino assassinado aqui no RS.
Devem ser mencionados também os adeptos do "temos muitos presos". Só falta declarar o Brasil terra-sem-lei e o vale-tudo institucionalizado.