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UFSM. Docentes reafirmam greve “até a retirada” da PEC dos Gastos do Senado. Decisão nacional sai dia 20

Assembleia dos docentes da UFSM reafirmou posição por greve. O tempo é determinado, mas pode ser maior que o inicialmente previsto
Assembleia dos docentes da UFSM reafirmou posição por greve. O tempo é determinado, mas pode ser maior que o inicialmente previsto

Por FRITZ R. NUNES (texto e foto), da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

A assembleia dos docentes da UFSM, ocorrida na manhã desta terça (8), no Auditório Loi Trindade Berneira (Química), reafirmou decisão da semana passada, que é de indicar greve por tempo determinado, a partir do dia 25 de novembro, data em que está previsto o início da análise pelo Senado da PEC 55 (ex-PEC 241), proposta que estabelece um limite de gastos para o setor público durante 20 anos. A reafirmação da decisão em plenária desta terça levou em conta também a orientação do Sindicato Nacional dos Docentes (ANDES-SN), para que as seções sindicais de universidades federais de todo o país se posicionassem sobre o indicativo de greve.

A única mudança em relação à deliberação anterior (a de quinta, dia 3) é que, ao invés de greve com data de 25 de novembro a 13 de dezembro, a assembleia alterou o caráter da greve, incluindo a expressão “até a retirada da PEC 55 do Senado”, ou seja, a greve segue até o momento em que a proposta encaminhada pelo governo de Michel Temer seja retirada ou o Senado vote tal medida. Por esse novo encaminhamento também ficou marcada uma assembleia de reavaliação do movimento grevista no dia 13 de dezembro.

Um total de 107 docentes assinou o livro de presenças, sendo que as votações realizadas se deram sempre por ampla maioria. A decisão de Santa Maria será remetida para análise e debate junto com a de outras seções sindicais na reunião do ANDES-SN dos dias 19 e 20 de novembro. Além da retirada da PEC 55, a plenária dos professores também aprovou como pauta de reivindicação, a retirada da MP 746/16, encaminhada pelo governo federal, e que promove a contrarreforma do ensino médio.

Dias de paralisação na UFSM

A greve por tempo determinado, proposta aprovada e reafirmada pelos docentes da UFSM, será levada a Brasília para a reunião do setor das Federais, Estaduais e Municipais do ANDES-SN. Após essa reunião, havendo consenso, deverá ser indicada uma data para deflagração do movimento paredista. Independente da deflagração de uma greve do setor de educação, que poderá unir ANDES-SN, Fasubra e Sinasefe, um calendário de lutas já está definido pelas centrais sindicais. E nesse calendário, duas datas já estão aprovadas para a realização de paralisações de 24 horas: 11 de novembro e 25 de novembro. Os docentes da UFSM decidiram aderir às paralisações nesses dois dias.

Plenária universitária

Durante a reunião da assembleia permanente desta terça, também foi aprovado pelos presentes a realização de uma “plenária ampliada” reunindo os três segmentos na próxima sexta, 11 de novembro. A atividade deve ocorrer a partir das 9h, no Auditório Loi Trindade Berneira (Anfiteatro da Química). O objetivo é discutir pautas conjuntas, seja com os técnico-administrativos, que já estão em greve, seja com os estudantes, que têm uma assembleia para avaliar a possibilidade de greve na quinta, dia 10, às 17h, no auditório Flavio Schneider (CCR)…”

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3 Comentários

  1. Duvido muito desta greve. Já influenciaram alunos para fazerem ocupação e assembleia pela greve. Os alunos fazendo eles não terão os dias descontados. Estão fazendo os alunos de testa de ferro.

  2. Meros 107 apareceram de um universo de quase dois mil professores. 5%. Menos que na assembleia da semana passada.

    Que representatividade é essa com poder de decisão de greve? Ah, a democracia plena chegou a Santa Maria, o voto obrigatório não existe, a representação pode ser feita com até três pessoas aparecendo. Legal. Mas na real se sabe que esses aí são os “de sempre”, representando a ideologia que vestem, não a profissão, muito menos a classe. A maioria dos professores realmente concorda ou não estão nem aí? Como saberemos? Muitos vão dar aulas, mesmo assim, e devem mesmo, são pagos para isso. Educação é serviço essencial, não pode parar.

    Aproveito o tema para ir um pouco mais fundo nessa questão de representação de classe, como tem sido aproveitada por uma minoria com fim político, mas que poderá mudar com as situações que se avizinham.

    Acontece que as ideologias dos vermelhinhos, sempre mais combativa, mas nunca com os pés na realidade, sempre com interesse de poder e político, têm feito o que querem nos sindicatos. Se lambem nos beiços no domínio do poder porque uma simples maioria dos presentes (e estão sempre presentes) pode decidir qualquer coisa.

    Mas com a nova situação legal decidida pelo STF de que o salário de grevista será descontado desde o primeiro de greve, de forma automática, com certeza alguma coisa vai mudar. Muitos professores que “não estava nem aí” para essas coisas aparecerão para colocar o seu voto, e apenas mais de 107 já acaba com esse festerê.

    Um outro bom motivo vai ajudar nisso: o fim da estabilidade do serviço público. É premente que isso aconteça. Hoje não se pode demitir incompetentes, relapsos, indiferentes porque a estabilidade diz que só pode demitir funcionário público em situações muito especiais. Então tem sido preciso inchar o serviço público para dar conta dos que são improdutivos e desinteressados. Isso é custo para a sociedade, que paga uma montanha de impostos para não ter retorno do serviço público à altura do que paga. O fim da estabilidade daria a possibilidade de demissão de quem não é produtivo e faz greves de forma irresponsável, oba, isso seria ótimo para a sociedade que paga essa conta.

    Hoje tem sido muito fácil e conveniente um professor, seja estadual ou federal, que não tem bandeira, se isentar das participações em assembleias porque dá na mesma fazer greve ou não, apoiar a greve ou não, porque não corre o risco de ser desempregado nem perder salário,

    Com estas duas mudanças: o desconto do salário e o fim da estabilidade, essa turma de vermelhinhos, que usa classes profissionais para tomar a decisão que querem (“os professores decidiram paralisação”, quando na verdade foram os mesmos, por questão política) vai perder poder, e isso é bom, porque toda classe deve ser representada pelos interesses dos profissionais que fazem parte dela, não de uma minoria que usa a classe para representar seus próprios interesses de poder político. É que isso é desqualificador, é menor, é coisa pequena, é o joguinho de interesses de gente que tem parafusos a menos em relação à realidade. Ideologia é isso. Quando se faz gestão com ideologia, dá nisso que estamos vivendo hoje, uma zona. Não tem sentido dar poder a pessoas que na gestão complicam a vida de todos, por mera causa ideológica.

  3. Confuso. Os que cotidianamente fazem nada, são uns “matões”, quando ocorre paralização começam a trabalhar? Ou não aderem ao movimento, continuam com produtividade nula?

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