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PARTIDOS. Saída de Lasier divide deputados do PDT

Senador Lasier Martins alegou não enxergar mais “entusiasmo” no PDT. E pretende decidir seu futuro partido até o final de janeiro
Senador Lasier Martins alegou não enxergar mais “entusiasmo” no PDT. E pretende decidir seu futuro partido até o final de janeiro

Por FERNANDA CANOFRE, no jornal eletrônico SUL21, com foto de Reprodução/Feicebuqui

Ameaçado de expulsão pela comitiva nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT), depois de votar a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) e da PEC 55 – a PEC do teto de gastos de Michel Temer (PMDB) – o senador Lasier Martins encaminhou seu pedido de desfiliação do partido, nesta quarta-feira (21). Na carta, o senador diz que já não encontra “entusiasmo dentro do PDT” e que suas motivações são de “fundo pessoal”.

Na Assembleia Legislativa, a bancada do PDT, demonstra a divisão que a decisão de Lasier representa no partido. Enquanto parte dos deputados considera a decisão dele acertada, partindo do princípio de que já teria sido um erro a filiação de Lasier, outra ala trabalha para que o senador mude de ideia e permaneça na legenda.

O deputado Gilmar Sossella, bastante criticado no Plenário por ter sido um dos dois votos do partido a favor do governo Sartori pela extinção das fundações, disse que articula com o ex-deputado Vieira da Cunha uma “operação abafa” para mantê-lo no partido.

“Nós estamos tentando fazer um trabalho para reverter. Tipo uma operação abafa”, declarou o deputado. “Eu conversei com o senador Lasier Martins pedindo que ele permaneça no partido. É uma pessoa que sempre teve uma posição muito clara, ele escolheu o PDT porque disse que desde o pai, sempre foi um trabalhista fervoroso. Fiz um apelo para ele, para que permaneça no partido (…) nós não podemos agora botar fora uma história tão bonita”.

Vieira foi quem convidou Lasier para se filiar ao PDT. Sossella se viu envolvido em uma polêmica com o senador, no início de 2014, quando ocupava o cargo de presidente da Assembleia Legislativa. Com Lasier recém-filiado ao partido, a Casa empregou em um cargo de confiança da assessoria de imprensa, a namorada do ex-comentarista.

Sossella também entrou em contato com o presidente estadual do partido, deputado federal Pompeo de Mattos, para que ele retarde o processo de desfiliação, enquanto tenta reverter a decisão de Lasier. Ele disse que também pretende entrar em contato com o presidente nacional, Carlos Lupi.

Filiação pode ter sido erro, em primeiro lugar

Outra ala do partido, no entanto, considera que o pedido de desfiliação veio sem surpresas, para quem acompanhou a carreira de comentarista de política que o senador manteve durante anos na RBS TV, e que a decisão é acertada.

“Talvez ele tenha visto que não adiantava insistir, as posições do partido são muito nítidas, claras, definidas, tem um estatuto, a gente vai para a discussão. Fazia um tempo, inclusive, que ele não participava mais das nossas reuniões partidárias. Ele via dificuldade de participar”, declarou o deputado Ciro Simoni.

O deputado ainda avalia que a filiação pode ter sido o primeiro erro. Uma “tentativa” que não deu certo, diz. “Ele, talvez, tenha cometido um erro quando entrou. Agora resolveu tomar o caminho dele, que tenha um bom caminho na vida e que tenha sucesso”.

A deputada Juliana Brizola, neta do líder trabalhista Leonel Brizola, afirma que se tivesse sido consultada sobre a filiação de Lasier, em primeiro lugar, teria se posicionado contrariamente. “Nós temos um projeto nacional, que se chama Ciro Gomes, e o Lasier é a antítese. Não adianta só ter um bom candidato, o partido tem que estar unido no campo de atuação e o Lasier destoa completamente. Eu não tenha naada contra o Lasier como pessoa, porque eu o conheço muito pouco, mas pra mim não é surpresa que isso esteja acontecendo”, afirmou ao Sul21.

Juliana vê na saída de Lasier e de nomes não alinhados com esse “projeto nacional”, a possibilidade de o partido retomar um campo que foi perdendo nos últimos anos. “Os partidos, às vezes, querem votos, querem pessoas que tenham possibilidades de votos e depois se espantam com um voto que dá lá no Congresso. É importante ter pessoas que façam votos, natural, agora também tem que ter o mínimo de compromisso partidário”, avalia ela.

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4 Comentários

  1. PDT ta virando partidinho de aluguel, depois do `PDT bancar o candidato da RBS e levar ferro agora , daqui 2 anos vai bancar o Jairo Jorge traidor do PT e vai levar outro ferro maior ainda ( perder as eleiçoes contando com o OVO ).

  2. Lasier e conduta e Ciro e conduta, Senhora Juliana os segundo é bem pior que o primeiro, mas sabemos que não vai se espantar depois.

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