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Banrisul. Vice-governador diz que, se assumir, demite diretoria. Reação foi de indignação

Muito aguardado, aconteceu na manhã de ontem, na Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa, o depoimento do vice-governador do Estado, Paulo Afonso Feijó. Ele falaria sobre suas reiteradas denúncias envolvendo o Banrisul, especialmente seu presidente, Fernando Lemos.

 

Na verdade, Feijó nada disse de novo. Repetiu suas acusações envolvendo a direção do banco, e levou um dossiê com suas denúncias, que teriam a ver com empréstimos irregulares, contratos de consultoria e até agências de publicidade.

 

O documento entregue não estava assinado, o que provocou a ira do deputado Alceu Moreira, do PMDB, que ameaçou o vice-governador com um pedido de impeachment, se não firmar o material entregue à Comissão presidida pela petista Stela Farias.

 

Alias, houve uma novidade. Disse Feijó que, inclusive seguindo orientação do Ministério Público, se eventualmente exercer o governo, pelo tempo que for, demitirá toda a diretoria do Banco. Do contrário estaria cometendo crime de responsabilidade.

 

O governo do Estado, e nem poderia ser diferente, veio a público, com a governadora Yeda Crusius afirmando que as declarações de seu vice, a quem não nominou, preferindo se referir “a este senhor” são “uma irresponsabilidade”. Igualmente, garantiu que não vai demitir Fernando Lemos, além de ter defendido a gestão do presidente do banco. A irresponsabilidade seria, especialmente, porque as afirmações de Feijó foram feitas no momento em que o mercado está avaliando um processo de capitalização do Banrisul.

 

Na verdade, a reação do governo não se deu apenas pela palavra da governadora, como também via uma nota oficial publicada no site do Palácio Piratini, no início da noite desta quinta-feira. Nela, de uma certa maneira, acusa Feijó de agir para fragilizar a instituição. Também afirma que os documentos que o vice-governador levou à Assembléia também encaminhou à governadora.

 

Na ocasião, Yeda pediu-lhe provas, que não foram apresentadas. E que o papelório foi entregue à Procuradoria Geral do Estado, que, ao analisá-lo, “não encontrou evidências que justificassem uma ação de governo.”

 

COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: cá entre nós, o vice-governador Paulo Feijó quer é ver o circo pegar fogo. Se suas acusações não forem provadas, e por enquanto não foram, ele simplesmente será completamente desmoralizado. E a participação dele, e provavelmente do DEM, do qual ele participa, em qualquer decisão de governo, simplesmente não existe. A única coisa que ele conseguiu, penso, foi criar constrangimentos à governadora. E não ajudou em nada ao que mais interessa aos gaúchos, o seu banco oficial.

 

PALPITE CLAUDEMIRIANO: haverá, e não demora muito, uma debandada de ex-pefelistas, e atuais demistas, rumo a outras siglas. Feijó dividiu a agremiação, embora tenha apoio de Ônix Lorenzoni, que também pode pegar uma carona no desgaste. Do ponto de vista do Banrisul, me parece que haverá resposta também do presidente do Banco, que, obviamente, não poderá mais ficar calado.

 

SUGESTÕES DE LEITURAconfira aqui a reportagem “Yeda critica Feijó e diz que não substituirá presidente do Banrisul”, publicada pelo ClicRBS, portal de notícias do grupo RBS.

Leia também a reportagem “Comissão deverá convidar presidente do Banrisul para esclarecimentos”, assinada por Daniela Bordinhão e Marinella Peruzzo, e distribuída pela Agência de Notícias da Assembléia Legislativa.

Por fim, para ler a nota oficial divulgada pelo Palácio Piratini, acesse a página oficial do Governo do Estado na internet.

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