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ÔNIBUS. Pozzobom repete política de Schirmer e aprova tarifa condicionada a exigências às empresas

As vendas de passagens a R$ 3,30 no transporte coletivo serão feitas até o dia 20 de abril . Tarifa do ônibus seletivo passa a R$ 4,40

Por MAIQUEL ROSAURO, com foto de João Alves/AIPM, Especial para o Site

O prefeito de Santa Maria Jorge Pozzobom (PSDB) concedeu nessa quinta-feira (13) o reajuste das tarifas do transporte público. A partir do dia 21 de abril, o valor para o transporte coletivo passa de R$ 3,30 para R$ 3,60 e a do transporte seletivo de R$ 4,00 para R$ 4,40. Para aprovar o aumento, o tucano utilizou a mesma política utilizada diversas vezes pelo ex-prefeito Cezar Schirmer (PMDB): condicionar o reajuste a exigências de melhorias nos serviços.

Através do Decreto Executivo nº 66, o prefeito obriga as empresas prestadoras do serviço a providenciar o pré-cadastramento de estudantes pela internet, com objetivo de agilizar o processo de aquisição de passagens; disponibilizar diariamente, e de modo formal, à Secretaria de Mobilidade Urbana, o total de passageiros transportados por categoria; apresentar, em 90 dias, estudo de custo de instalação de serviço GPS nos ônibus para utilização de aplicativos pelos usuários; e apresentar, em 90 dias, estudo de curso de implementação de venda de passagem via internet.

Desta forma, Pozzobom pretende resolver dois grandes problemas dos usuários: as intermináveis filas para compra de passagens no início dos semestres letivos e o longo tempo de espera nas paradas. Além disso, o reajuste contemplado na tarifa é menor do que o aprovado pela Conselho Municipal de Transporte (CMT) em reunião da manhã de quinta (R$ 3,66 para os coletivos e R$ 4,43 para os seletivos).

“Pela primeira vez nos 158 anos de Santa Maria apresentamos à sociedade, através do Transporte Transparente, de maneira clara, todos os nove itens que compõe a tarifa de ônibus. Respeitamos a votação democrática do Conselho. Acolhi parcialmente a decisão do Conselho e, através deste decreto, estamos fazendo várias exigências para as empresas com o intuito de melhorar o transporte coletivo”, ressaltou Pozzobom.

Enquanto prefeito, Schirmer utilizou-se de decretos para conquistar melhorias aos usuários do transporte público. Em seu primeiro ano de gestão, em 2009, o peemedebista concedeu reajuste de R$ 1,80 para R$ 2,00 nos coletivos mediante uma série de exigências.

Entre os itens cobrados estavam a implantação da passagem integrada até fevereiro de 2010; reestudo dos pontos de paradas e respetivos abrigos de ônibus, em todas as linhas do sistema; implantação de veículos dotados de equipamentos para pessoas portadoras de necessidades especiais, até fevereiro de 2010; ampla divulgação, dos horários e frequências das linhas atuais; entre outros itens

Ao longo de seus oitos anos como prefeito, Schirmer repetiu sua política em diversas ocasiões, o que resultou, por exemplo, na criação do Sistema Integrado Municipal (SIM), entre outras melhorias.

Atenção

Por determinação do prefeito, a Central de Vendas da Associação dos Transportadores Urbanos de Passageiros de Santa Maria (ATU) deve atender até as 18h30min entre os dias 17 e 20 de abril de 2017, comercializando passagens ao valor de R$ 3,30.

CLIQUE AQUI para acessar o primeiro decreto de Pozzobom referente ao aumento das tarifas.

Para acessar o primeiro decreto de Schirmer referente ao aumento das tarifas, em 2009, CLIQUE AQUI.

LEIA TAMBÉM:

Mediante exigências, Prefeitura concede reajuste nas tarifas do transporte público do Município”, de Maurício Araújo (texto) e João Alves (foto), da Assessoria de Imprensa da Prefeitura (AQUI)

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2 Comentários

  1. E por falar em tarifa.

    A tarifa ficaria muito mais justa se acabassem com a gratuidade para quem pode pagar.

    Que estória é essa que todos os idosos não podem pagar passagem?

    Que estória é essa que todos os estudantes podem ter direito a meia passagem?

    Que estória é essa que a tarifa para o Campus tem de ser a mesma para a cidade? A cidade paga hoje o subsídio dado para todos os estudantes do Campus. A tarifa racionalmente tem de ser diferente para o Campus, a planilha tem de ser outra. Vai ficar mais caro para quem vai ao Campus? Quem pode pagar, que pague, e só o realmente carente que tenha subsídio.

    No momento que a tarifa refletir a real condição de pagamento dos diferentes condições econômicas INDIVIDUAIS, não de grupo, os trouxas deixam de pagar as contas dos outros.

    A tarifa dos usuários do meio coletivo da cidade, que são trabalhadores, pessoas comuns e estudantes, seria mais barata (e JUSTA) se acabassem com o privilégio de muitos que podem pagar.

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