ESTADO. Sartori retira da Assembleia a chamada PEC da Privatização. Plebiscito vem aí. Valdeci comemora

ESTADO. Sartori retira da Assembleia a chamada PEC da Privatização. Plebiscito vem aí. Valdeci comemora

ESTADO. Sartori retira da Assembleia a chamada PEC da Privatização. Plebiscito vem aí. Valdeci comemora - valdeci-3

Valdeci Oliveira credita à oposição e aos trabalhadores a retirada, na Assembleia, da PEC que facilitava privatização de três estatais

Por TIAGO MACHADO (com foto de Marcelo Bertani/Arquivo AL), da assessoria do deputado

A mobilização dos trabalhadores e das bancadas de oposição impôs uma nova e importante derrota ao governo Sartori na Assembleia Legislativa: sem votos para aprovar a PEC 259/2016, que prevê o fim da obrigatoriedade de se fazer um plebiscito antes da privatização das empresas CEEE, Sulgás e CRM, o Palácio Piratini desistiu, oficialmente, de votar a matéria. O comunicado foi feito na tribuna do Parlamento gaúcho pelo líder do governo, deputado Gabriel Souza (PMDB), nesta terça (30).

Para o deputado Valdeci Oliveira (PT), o anúncio representa uma vitória contra a retoma de um amplo programa de privatizações no Estado. “Essa PEC representava o abre-alas da privatização. O governo começaria as vendas do patrimônio público gaúcho pela CEEE, CRM e Sulgás. Em seguida, viriam Corsan e Banrisul. Que ninguém se engane. Os gaúchos já assistiram o filme da privatização em massa no governo Britto e não gostaram do que viram. Meia dúzia de privilegiados embolsou muito dinheiro nesse processo, e o povo continuou sem ver melhorias na saúde, na educação e na segurança”, afirmou.

A retirada da PEC não significa, no entanto, o fim da ameaça da privatização. O governo Sartori já anunciou que tentará viabilizar a realização de um plebiscito sobre a venda das estatais o mais rápido possível. “A bancada do PT dá acordo para que se faça esse plebiscito junto com as eleições de 2018. Isso permitirá a realização de um amplo e qualificado debate, livre de demagogia e de oportunismo”, afirmou o deputado Tarcísio Zimmermann, vice-líder do PT na Assembleia.



6 comentários

  1. Jorge

    Seu Valdeci, comemora o quê? Ficar tudo na mesma? Um estado falido? Travado? Parado? Sem caixa para dar aumento a professores? Com bilhões de passivos a pagar de precatórios? Com empresas sem capital para investimento? Improdutivas? Que entregam um serviço que cada vez mais deixa a desejar? Com corporativismo que só emperra a máquina? Com alta ineficiência e improdutividade?

    Não quer que as coisas melhorem, seu Valdeci? Vermelhinhos não pensam na sociedade, só pensam no bem dos comissionados, dos sindicatos dessas empresas, da “força política” que vem daí. Ah, “são bens nossos, é bem público do Estado do Rio Grande do Sul”. E daí? Não funciona. Não melhoramos. Não evoluímos. Não pagamos as contas com eles Os precatórios só se agigantam. Eita, que atraso. Esse estado carece de cabeças mais prósperas e realistas.

  2. André Bastos

    Pelo visto o amigo tem um elevado conhecimento sobre a contabilidade destas empresas, pois afirma categoricamente que: “Com empresas sem capital para investimento? Improdutivas? Que entregam um serviço que cada vez mais deixa a desejar? Com corporativismo que só emperra a máquina? Com alta ineficiência e improdutividade”.
    Ou em outra hipótese toma conclusões por discursos repetidos e retóricas ideológicas.
    Sou a favor sim de um plebiscito desde que se esponham todas as contas destas empresas, só para citar a região carbonífera de Candiota tem uma da maiores jazidas de carvão mineral da América do Sul, vamos vender para quem, e porque?
    Fica a dúvida?

  3. O Brando

    Problema que se resolve sozinho, de uma maneira ou de outra. Se as empresas não forem privatizadas e estiverem mal das pernas vão acabar quebrando. De qualquer maneira os responsáveis ficarão bem evidentes, não vai adiantar tentar transferir a culpa.
    Subsolo é da União. CRM tem a concessão da lavra do carvão e contrato com as usinas de Candiota, CGTEE. Mais provável é que ocorra uma federalização.
    Pessoalmente sou contra a utilização do carvão porque é fonte de energia suja. Apesar do que dizem os políticos.

  4. Jorge

    CEEE é uma piores empresas concessionárias de energia. Quem diz a ANEEL desde os tempos da dama de vermelho. Seu Tarso, na iminência de perder a concessão por incompetência provada, pediu à “cumpanheira política” para dar uma forcinha, e assim a CEEE teve concessão renovada. Não por qualidade, não por eficiência, por política. Só no Brasil mesmo. E as coisas continuam mal.

    CORSAN é uma piada. Não gera caixa suficiente há anos e anos nem para instalar 10 metros de esgoto em muitas cidades do interior. Serve para uso político. E como.

  5. Jorge

    BANRISUL é um dos bancos com notas de ratings mais baixos desse país. Tem perdido ratings seguidamente refletindo a deterioração do perfil financeiro. Mas cobra tarifa até de pensionista que ganha salário mínimo.

    CRM. Só o RS para ir na contramão do mundo, que tem desligado termoelétricas movidas a carvão. Até a China tem feito isso, em massa, mas esse estado adora “estar na frente”. E pior, CRM sob comando de gestão pública. É inacreditável. Aqui no Estado só falta os vermelhinhos irem às passeatas para o Estado voltar a produzir leite e iogurte.

  6. Jorge

    CESA: tem passivo de meio bilhão de reais. Por que o Estado tem de gerenciar silos e armazéns? Inacreditável.

    E ninguém quer pagar a conta. A gauchada adora “ter” bens que não funcionam com qualidade. E valem cada vez menos. Precisa vender logo para que se consiga caixa para pagar as dívidas e ver se tudo isso melhora.

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