FUTEBOL. Maurício Brum não tem dúvida: “a Primeira Liga tornou-se o oposto de tudo o que queria ser”

“…Em vez de reformular o futebol nacional, apenas encheu o calendário de partidas inúteis que não levavam a lugar algum – menos valiosas que o já desprezado campeonato estadual. Não conseguiu nem funcionar como Liga, e sequer como Primeira – em 2017, mais de metade das equipes que participaram do torneio sequer estavam na Série A nacional (foram oito times da B, um da C, e sete da elite). A própria final é reflexo disto, envolvendo o Londrina, um clube que não joga a primeira divisão há trinta e cinco anos. Ao mesmo tempo, o campeonato de mentirinha jamais conseguiu atrair sequer um clube de São Paulo, o estado que acumula mais títulos nacionais e internacionais no país.

Mais do que isso: a Primeira Liga tornou-se um fator extra para complicar a atribulada temporada dos clubes, porque, no Brasil, mesmo torneios que “não valem nada” são motivo para a torcida e a imprensa fomentarem crises. Já vemos isso com o superdimensionamento dos estaduais, em que a perda de um título desimportante é tratada como o fim do mundo. Daí à Primeira Liga era um passo. O Flamengo viu seu goleiro Muralha ser vítima de uma atroz campanha de desmoralização levada a cabo por um jornal carioca após falhar no jogo que custou a eliminação no torneio. O Paraná acabou demitindo o técnico Lisca depois de uma confusão sobre qual time (reservas ou titulares) escalar nas semifinais da competição…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “Ninguém”, de Maurício Brum. Ele é jornalista formado pela UFSM e mestre em História pela UFRGS, instituição onde atualmente cursa o doutorado na mesma área. Foi um dos editores do portal Impedimento, dedicado a futebol e cultura da América do Sul. Autor de três livros-reportagem, atua hoje como repórter freelancer, tendo colaborado com as revistas Superinteressante, Galileu e Piauí, além dos jornais Sul21 e Gazeta do Povo. O texto foi postado há instantes, na seção “Colunas”!



1 comentário

  1. O Brando

    Daniel Passarella trata(va) os jornalistas como “los invictos, porque nunca pierden”. Seleção argentina está brigada com a imprensa novamente.
    Bueno, o que é surpeendente? Um texto sobre a Primeira Liga (cópia da Premier League, não precisava) que não menciona a Rede Globo e o papel que desempenha. Vamos combinar que não é pequeno. Vamos combinar que era para baixar o sarrafo sem medo de ser feliz.

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