Educação

CÂMARA. Após bate-boca e debates acalorados, vereadores aprovam moção de apoio ao CPERS

Educadores estaduais comemoraram a aprovação da moção de apoio do Legislativo santa-mariense. Foto Maiquel Rosauro

Por Maiquel Rosauro

A moção de apoio e solidariedade ao CPERS/Sindicato, defendida pela vereadora Celita da Silva (PT), rendeu debates ferrenhos na tarde dessa quinta-feira (26), na Câmara de Vereadores de Santa Maria. E a polêmica iniciou antes mesmo da defesa da petista.

Após os parlamentares terem aprovado a moção de congratulação ao Grupo de Apoio e Incentivo à Adoção de Santa Maria (Gaia-SM), proposta por Valdir Oliveira (PT), o líder do governo, Manoel Badke – Maneco (DEM), pediu para a sessão ser interrompida. Seu objetivo era fazer uma reunião de dez minutos com os vereadores da base. Em seguida, João Kaus (PMDB) também solicitou mais dez minutos.

Foi o suficiente para a base do governo rachar. Vanderlei Araujo (PP) pediu bom senso aos seus colegas, pois havia mais moções na pauta e dezenas de pessoas esperavam há um bom tempo nas galerias. Porém, Kaus garantiu que a reunião seria realizada.

Jorge Trindade – Jorjão (Rede) pediu agilidade na reunião e Valdir disse que é grave o fato do governo decidir como os vereadores deveriam votar em uma moção. Por sua vez, Maneco relatou que recebeu orientação do prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) para que falasse com a base, enquanto que Kaus bateu boca com Valdir sobre a articulação para o voto da moção.

Os vereadores do PSB, PTB, PRB, PSD e PDT, que formam boa parte da base do governo, permaneceram a maior parte do tempo no Plenário e não participaram do encontro na Sala de Reuniões. As lideranças do governo sentiram o golpe e, cerca de cinco minutos depois, todos os 21 parlamentares estavam novamente no Plenário.

Após Deili Silva (PTB) e Araujo defenderem moções de congratulação, à Rádio Comunitária Caraí FM e ao bailarino Lucas Lima, respectivamente, Celita, enfim, discursou sobre o apoio ao CPERS. Em seu discurso, ela destacou os motivos da atual greve, as dificuldades financeiras enfrentadas pelos educadores, a piora da infraestrutura das escolas e também realizou diversas críticas ao governador José Ivo Sartori (PMDB).

“O discurso da crise propagado pelo governo aponta que não há recursos. No entanto, concede isenções fiscais de R$ 9 bilhões ao ano para o grande empresariado. Não faz auditoria da dívida do Estado com a União, se omite no combate a sonegação e não taxa as grandes fortunas. Essa situação empurra para a sociedade a conta de uma crise de receita que o próprio governo criou”, informou Celita.

O vereador Francisco Harrisson (PMDB) defendeu o voto contrário à moção, explicando que é contra a justificativa apresentada por Celita. Segundo o peemedebista, há um erro no texto apresentado pela petista, o qual diz que os educadores receberam apenas R$ 350 em setembro, quando na verdade o salário foi parcelado. Durante seu discurso, Harrisson sofreu várias interrupções provenientes de manifestações dos educadores que acompanhavam nas galerias.

Logo após, os parlamentares realizaram a votação. A moção foi aprovada com apenas quatro votos contrários: Maneco, Harrisson, Kaus e Adelar Vargas – Bolinha (PMDB).

Três vereadores justificaram o voto. Juliano Soares – Juba (PSDB) disse que seu voto foi a favor da luta dos professores e que não defende o Sindicato. Maneco argumentou que votou contrário devido ao CPERS e que não aceita o fato do Sindicato fazer política. Já Luci Duartes – Tia da Moto (PDT) justificou seu voto, sobretudo, porque tem convicção que o governo Sartori está desmontando o Estado do Rio Grande do Sul.

Na tribuna, Maneco explicou que votou contra o CPERS porque o Sindicato, no Conselho Deliberativo do IPE, foi contrário ao convênio da Prefeitura com a autarquia. Disse ainda que foi mal interpretado na sessão de terça (24) por pessoas maldosas. Na ocasião, segundo divulgado pelo site, o democrata disse que “muitos professores estão até ameaçados de entrar em uma sala de aula“.

No final, Valdir usou a tribuna para relatar que a última ferramenta que o trabalhador tem para defender seus direitos é a greve. Também disse que não se pode negar o debate político do Sindicato, sobretudo, na Câmara de Vereadores. Por fim, afirmou que vários municípios eram inadimplentes com o IPE, o que justificou o voto contrário do CPERS ao convênio entre a Prefeitura e autarquia.

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Um Comentário

  1. DR. FRANCISCO me envergonhou, votei nele e faz esse papel que vi na TV Câmara?
    Ainda o reencontrarei pelo Hospital de Caridade e lembrarei que o voto dele é do povo e não do Sartori pois politicagem quem faz é o partido dele.

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