MÚSICA. Pylla Kroth e os bares malucos dos anos 80

MÚSICA. Pylla Kroth e os bares malucos dos anos 80 - Imagem-Pylla“Em meus quarenta anos como frequentador de bares e boates, trinta e cinco foram de um lugar privilegiado, ou seja, em cima do palco atuando. Como canto de olhos fechados, sinto toda evolução da noite e de seus consumidores do prazer e da diversão. Mais uma cervejinha, mais uma dose e a coisa vai acontecendo, se transformando. “Já vi tudo”, ou não?

Houve um tempo em que a noite era dividida em três tempos: tocávamos quarenta e cinco minutos e parávamos quinze pra respirar e “tirar a água do joelho” como dizíamos. A segunda parada que era pra beber um “traguito”, e a última era chamada “tudo ou nada”. Primeiro tempo a galera entrava em aquecimento, segundo tempo, a progressiva, a alegria ia tomando conta, e no terceiro tempo, “se correr o bicho pega se ficar o bicho come”. Havia também a prorrogação, essa era a hora perigosa. (Risos)

Não vou começar enumerar os bares da minha vida, pois foram “infinitos enquanto duraram”. Cada década com seus bons bares. Nos anos oitenta, cansados das peregrinações locais, de bar em bar, quando sobravam umas “merrecas” no bolso, uma boa opção era pegar na sexta-feira o Trem Húngaro na estação férrea (passagem baratinha) e se mandar pra capital “dar um conferes” na noite de lá. Existiu em Porto Alegre na década nesta época um bar chamado “Taj Mahal” e quem me lembrou do fato foi um velho amigo, que carinhosamente chamo de “Black Viking”, depois de lembrarmos várias daqui dos bares de Santa Maria em um encontro dias atrás.

Primeiro lembramos de um personagem da noite, conhecido como Socó, que depois de fazer um experimento alucinógeno apareceu no famoso “Panacéia” em corpo presente procurando sua cabeça. Chegou e perguntou pra moçada: “Não viram o socó por ai?”. Imaginem a “paulada” do boneco! Tomei a frente e respondi que o havia visto lá dentro não fazia muito, e não é que lá foi ele procurar por ele mesmo?!…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Lisergia ”, de Pylla Kroth. O autor é considerado dinossauro do Rock de Santa Maria e um ícone local do gênero no qual está há mais de 34 anos, desde a Banda Thanos, que foi a primeira do gênero heavy metal na cidade, no início dos anos 80. O grande marco da carreira de Pylla foi sua atuação como vocalista da Banda Fuga, de 1987 a 1996. Atualmente, sua banda é a Pylla C14. Pylla Kroth escreve semanalmente neste espaço.



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