ELEIÇÕES 2018. “É 100% certo que serei candidato”, diz Werner Rempel. Ele só não sabe ainda a que cargo

ELEIÇÕES 2018. “É 100% certo que serei candidato”, diz Werner Rempel. Ele só não sabe ainda a que cargo - werner

Werner Rempel, na campanha a prefeito, em 2016. Agora será de novo candidato. Pode ser à Assembleia Legislativa. Mas não há certeza

O médico Werner Rempel é, dos militantes em atividade, um dos mais antigos politicos santa-marienses. Disputa continuamente eleições desde o início dos anos 90. Foi vereador pelo PMDB, pelo PT e, mais recentemente, pelo PPL (Partido Pátria Livre). Chega a ser chato, dizem todos, com uma inevitável carga de elogio, na sua fidelidade às ideias que abraça  pelo menos desde os tempos de faculdade – quando atuava e combatia a ditadura no então clandestino Movimento Revolucionário 8 de Outubro, o MR 8, ou, simplesmente, o “Oito”.

Feita essa digressão histórica, ao presente. E a outra constatação, decorrente da primeira: é um sujeito disciplinado. Cumpre as ordens emanadas das decisões partidárias. Que nem sempre levam em conta as possibilidades reais do indivíduo, pregando o interesse do conjunto. É essa a raiz da desinformação, nesse momento, sobre qual cargo Rempel, que concorreu a prefeito ano passado, vai disputar em 2018.

Ele garantiu ao editor, há poucos dias, que “é 100% certo que serei candidato”. Mas a que, ainda não sabe. Reconhece, inclusive pela experiência de 2014, quando por “meia dúzia” de votos ficou atrás do Bombeiro Bianchini, de Santiago, não se elegeu à Assembleia Legislativa, que a disputa a deputado estadual é potencialmente mais interessante. Mas…

Mas é possível que concorra a deputado federal, governador do Estado, senador ou até à Assembleia. A decisão será encaminhada no dia 18. Nessa data, Rempel, que é o presidente estadual do PPL, estará em São Paulo, onde se reúne o Diretório Nacional – que poderá tomar a decisão final sobre a política de alianças e tudo o mais em relação ao próximo ano.

Até lá… tudo é possível. E Werner Rempel espera. Será candidato. A quê?  Bueno…



5 comentários

  1. O Brando

    Deveria ser candidato a síndico de algum imóvel que aceitasse. Motivo é bem simples, só ser “gente boa” não qualifica alguém a concorrer a cargo público. Um político que não saiu da década de 70, com idéias ultrapassadas, não tem nada para contribuir no parlamento (disto “o estoque está cheio”). Vide reforma agrária. Existem dois tipos: as que foram feitas antes do século XX (os americanos fizeram nas terras dos índios, por exemplo) e as que deram errado. Egito tentou fazer e deu muito errado, o exodo rural acabou com a iniciativa ainda na época do Sadat. Irlanda está tentando fazer uma com muita cautela e a conta gotas. Zimbabwe começou uma em 2000, de exportador de commodities agrícolas virou importador.

  2. O Brando

    Aí falam que não é só distribuir terra, é necessário que o Estado “preste assistência”. Se for como faz na educação, saúde e segurança, tem tudo para dar certo. Até a Dilma falou em 2013 nos assentamentos que são “favelas rurais”. Qual é o padrão mundial destas “reformas”? Políticos prometem o céu. Quando “o barco começa a fazer água”, escolhem alguns assentamentos como “laranja de amostra”, levam a imprensa e dizem que aquilo é o padrão de todos os assentamentos. Quatro ou cinco eleições depois já ocorreu o naufrágio, mas ninguém mais lembra quem fez a KK.

  3. O Brando

    Não precisamos de políticos que acham que a solução é fechar o mercado brasileiro e produzir tudo aqui. Getúlio fez e deu certo por motivos bem claros, todo mundo que tentou repetir depois deu com os burros n’água. Reindustrializar não se sabe se ainda é possivel (no meio do caminho existe uma Ásia). Estamos pendurados nas commodities como na época do Gêgê (era o café).
    Ou seja, problemas da globalização, cadeias mundiais de fornecimento, inteligência artificial, formação de mão de obra qualificada (não esta empulhação de “cidadania”, quero ver alguém pagar as contas no final do mês com “cidadania”). Resumo da ópera: não creio.

  4. Jorge

    Estamos vivendo um momento no Brasil de necessária e extrema renovação. Não de pessoas em si, mas de cabeças. De ver a coisa pública não na ótica pequena de um partido ou de uma ideologia. Ficam repetindo os mesmos mantras se trocando de cadeiras e nada acontece para melhor, definitivamente. O melhor para todos não é uma ideologia quem aponta, é o conhecimento balizado das coisas. Não perceberam? Precisamos de mais valorização do conhecimento e de ciência. De visão estratégica. De visão não ideológica. De gestão profissional. De ao menos ter capacidade de olhar o que funcionou lá fora e parar com a ânsia de manter as lamparinas acesas, isso tem nos custado muito caro. O mundo desenvolvido cada vez mais especializado, estudado, inovando e nós aqui discutindo o sexo dos anjos ideológicos.

  5. Jorge

    Quem vai “salvar o mundo”, as ocupações e a renda a partir daí são o conhecimento e a escola que as pessoas têm dentro das cabeças delas, não as ideologias. Mas aí nas escolas (quando não estão em greve) fazem apologia a salvação do mundo por ideologias. Isso é mundo do avesso. Conhecimento que é bom, nem pensar.

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