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CÂMARA. Debandada de edis para prestigiar Sartori e Schirmer provoca discurso forte do líder do governo

João Chaves retornou à Câmara na sessão de quinta para assumir a liderança do governo. E não poupou colegas que saíram antes do fim

Por MAIQUEL ROSAURO (com foto de Fabrício Vargas/AICV), da Equipe do Site

O novo líder do governo na Câmara, João Chaves (PSDB), retornou ao Legislativo trazendo consigo uma imagem de ser conciliador. Contudo, em seu primeiro discurso, após se desligar da Secretaria de Desenvolvimento Social, repreendeu seus colegas que debandaram durante a sessão externa de quinta-feira (12), realizada na Capela Medianeira.

A maioria dos vereadores (tanto de oposição quanto de situação) partiu ainda durante a Ordem do Dia com o objetivo de participar da entrega de viaturas para a Brigada Militar. O evento, que ocorreu na sede do Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) Central, contou com a presença do governador José Ivo Sartori (PMDB) e do secretário de Segurança Pública, Cezar Schirmer (PMDB).

A saída geral dos parlamentares fez com que, pela primeira vez, o vereador Juliano Soares – Juba (PSDB) assumisse a presidência para comandar uma sessão. O tucano é o segundo presidente na ordem de hierarquia da Mesa Diretora, atrás do presidente Alexandre Vargas (PRB) e do vice, Adelar Vargas – Bolinha (PMDB), que rumaram para o CRPO Central.

Ao dar início ao Grande Expediente, Juba logo chamou Chaves para discursar. E o novo edil não perdeu tempo para criticar seus colegas, salientando que era uma vergonha tal debandada.

“É um desrespeito dos vereadores eleitos pelo povo não ficarem até o final de sessão. Terça e quinta, botem nas suas agendas que não existe outro compromisso a não ser este, estar aqui conversando e trazendo respostas para a comunidade”, disse Chaves.

O líder da bancada do PT, Daniel Diniz, um dos poucos que ainda seguia na sessão, rebateu a fala Chaves, lembrando que vários vereadores já tinham em sua agenda o compromisso na Brigada Militar. O petista também demonstrou preocupação com o discurso do líder do governo, afirmando que, neste momento, o Legislativo precisa de união.

“Fico envergonhado com pronunciamentos que foram feitos aqui, pois têm certas atitudes que, se dizem respeito ao Parlamento, temos que tratar dentro da Sala da Presidência, e avaliações têm que serem feitas em relação a esta reunião”, disse Diniz.

O líder da bancada do PSDB, Admar Pozzobom, seguiu uma linha parecida de Diniz, defendendo que a Câmara precisava de representação no CRPO Central, principalmente, na figura do presidente Alexandre Vargas. Porém, se absteve de comentar os outros parlamentares que saíram no decorrer da sessão.

Além de Juba, Chaves, Diniz e Admar, ficaram até o final de sessão os vereadores Celita da Silva (PT), Vanderlei Araujo (PP), Lorena Santos (PSDB), Luci Duartes – Tia da Moto (PDT) e Cida Brizola (PP).

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