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CÂMARA. Encrenca e bate-boca envolve edil do PDT (e docente) e colegas de escola Municipal. E por quê?

Reunião sobre difícil acesso gerou um atrito entre educadores da Escola Maria de Lourdes Castro e a vereadora Luci Duartes, do PDT

Por MAIQUEL ROSAURO (com foto de Mateus Azevedo/AICV), da Esquipe do Site

A atuação da vereadora Luci Duartes – Tia da Moto (PDT) na Comissão Permanente de Educação do Legislativo está no meio de uma polêmica. Professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria de Lourdes Castro encaminharam para a Câmara um ofício no qual questionam o trabalho da parlamentar. O assunto será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Em 5 de abril, a reunião da comissão para tratar da concessão do auxílio de difícil acesso gerou atrito entre a parlamentar e representantes da escola. A instituição tem como diretora a ex-secretária municipal de Educação no governo Cezar Schirmer (PMDB), Silvana Guerino. Por outro lado, Luci, além de parlamentar, também é funcionária da Secretaria Municipal de Educação (Smed).

“As escolas que estão na mesma região foram contemplados com 20% de difícil acesso e a Maria de Lourdes com 10%. Os critérios apresentados não trazem clareza de argumentação. Ao tratar o assunto a vereadora usou uma argumentação que gerou um desconforto, “que os professores poderiam ter escolhido outra escola ou ir para o final da fila”. Na ótica dos professores que estavam representando à escola, a vereadora demonstrou na sua fala estar defendendo apenas a Smed”, argumenta Silvana.

A diretora também critica a postura da vereadora no Plenário, já que a Luci se posiciona ora a favor da Smed ora a favor dos educadores.

“Como uma vereadora consegue se autofiscalizar? Logo em seguida, na tribuna, ela fez um discurso posicionando-se como defensora do magistério público municipal. É difícil de entender!”, relata Silvana.

Luci se defende e também acusa

Em entrevista ao site, Luci rebateu as acusações da ex-secretária. A vereadora argumenta que não usou a argumentação sobre os professores irem para outra escola, pois ela defende o difícil acesso para todas as escolas que assim fizerem jus.

“O que falei foi que a professora Silvana Guerino, quando secretária de Educação da gestão passada, retirou o difícil acesso da EMEF João Hundtmarck, sendo que esta é uma escola rural com todo o direito ao difícil acesso, e na administração atual, em conjunto com a escola e a Comissão Especial de Educação Cultura e Lazer, juntamente com a comissão que analisa a lei do difícil acesso, conseguimos reverter, e a escola voltou a ter direito ao benefício”, explica Luci.

A pedetista também ressalta que nunca agiu contra seus colegas educadores e que sempre esteve ao lado da categoria.

“Só não consigo entender dois pesos e duas medidas, quando secretária retira direitos e agora como diretora quer direitos? Defendo o difícil acesso da EMEF Maria de Lourdes Castro, tanto que como membro da comissão de difícil acesso, nomeada para representar o Parlamento, votei a favor do pedido e a escola foi contemplada com 10%. Logo, não entendo as colocações da professora Silvana Guerino. Ela deve estar confusa com a nova função”, dispara a Tia da Moto.

Parecer sai na próxima semana

A presidência da Câmara encaminhou para a CCJ o documento enviado pelos educadores da Escola Maria de Lourdes Castro. Conforme o ouvidor da comissão, Juliano Soares (PSDB), o parecer a respeito do assunto será apresentado no dia 15 de maio.

 

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4 Comentários

  1. Isso é o que esta acontecendo com nossa politica, quando estou no poder retiro os direitos quando estou do outro lado quero os direitos, esse é o meu pais.

  2. Tem gente especialista em malabarismo político, multiplicação de “caras” e acumulação de cargos. Gente com um dia de 36h, provavelmente, para darem conta de tudo e cumprirem seus horários…

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