PIANÍSSIMO. Superevento reunirá grandes talentos em Joinvile, inclusive um músico graduado pela UFSM
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Da Mercado de Comunicação, assessoria do evento, com fotos de Divulgação e Beti Niemaier (Proença)
Dois grandes pianistas, uma única origem, gaúchos de Quaraí, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Miguel Proença e João Tavares Filho pertencem a distintas gerações – mas à mesma paixão pela arte do piano e da música.
Radicado no Rio de Janeiro, onde dirige a Sala Cecília Meirelles, Proença é internacionalmente reconhecido em seus 54 anos de carreira e já atuou em vários países, ao redor do mundo, como solista e camerista. Autor de extensa discografia, é considerado um dos maiores intérpretes de Heitor Villa-Lobos – foi, inclusive, quem executou a parte para piano da trilha sonora do filme Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão, de Zelito Viana. Em 2005, com a coletânea Piano Brasileiro, pela gravadora Biscoito Fino, inaugura o Selo Biscoito Clássico.
Considerada pela UNESCO Patrimônio da Música Brasileira, a coletânea deu origem ao Projeto Piano Brasil que chega à oitava edição – iniciativa que percorreu várias cidades do país divulgando o piano e democratizando a arte já que, como o Pianíssimo, o projeto inclui atividades educacionais voltadas para a rede pública de ensino. Dedicado defensor da causa da democratização do piano e da música erudita – pela via da educação, sempre – Miguel Proença perdeu a conta de quantas cidades brasileiras já visitou com esse propósito – de oferecer recitais comentados, masterclasses e oficinas de música.
Exerceu cargos de diretor artístico do Teatro do SESI de Porto Alegre, Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e diretor da Escola de Música Villa-Lobos. Exerceu de 1997 a 2002, o cargo de professor convidado da Universidade de Música de Karlsruhe, Alemanha. Doutor em Música pela Escola Superior de Música de Hannover, fez parte do corpo docente do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ.
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Perto de completar 30 anos, João Tavares já exibe invejável currículo – e foi definido pela crítica italiana como “intensamente musical e expressivo”. Dedica-se à música desde os 6 anos de idade e vive, atualmente, na Itália onde busca constante aperfeiçoamento. Formado em música pela Universidade Federal de Santa Maria (RS), ganhou diversas competições pianísticas, entre elas “IV Concorso Pianistico Internazionale Andrea Baldi”, “Open Session 2013” da Filarmonica Romana, “International Music Competition for Youth Dinu Lipatti” recebendo também uma medalha de bronze do Presidente da Câmara dos Deputados da Itália.
Foi contemplado com o Prêmio Funarte de concertos didáticos, em 2014, com o projeto “Cantando o Brasil” e em 2015 com o prêmio “Comunica Diversidade”, da Fundação Universitária José Bonifácio. João foca seus estudos na música erudita, nunca abandonando porém, a música popular.
Em todos os seus concertos busca incluir arranjos próprios de músicas populares brasileiras. Já dividiu palco com Hermeto Pascoal, Gabriel Grossi, Francis Hime, MPB4, Renato Borghetti, Fernando Deghi, Duofel, Gabriele Mirabassi, Greta Panettieri e realizou um vídeo promocional junto a Belchior.
O terceiro gaúcho que integra este seleto grupo do I Pianíssimo de Joinville é o produtor porto-alegrense Carlos Branco, da Branco Produções. Músico, compositor e professor, Branco tem larga atuação como produtor cultural em Porto Alegre. Foi diretor do Auditório Araújo Viana e coordenador de música da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, antes de se lançar, em 1994, na carreira de produtor.
A empresa que dirige levou à capital gaúcha artistas do quilate de B.B King, Paco de Lucia, Johny Rivers, John Pizzarelli, Jean Luc Ponti – além de inúmeros brasileiros como Caetano Veloso, João Gilberto, João Bosco, Djavan, Hermeto Paschoal e Maria Bethânia.
Em 2003, a empresa passou a coordenar a programação musical do Santander Cultural, em Porto Alegre, que tem atingido um grande sucesso em todo o país. Desde 2010, coordena, também, a programação musical do Santander Cultural e, atualmente, do Museu do Estado de Pernambuco, na cidade de Recife.
Talento não se discute. Mas a ‘fábrica de cérebros’ tem outro argumento contra. Se o sujeito toca desde o 6 anos de idade, mora na Itália e busca constante aperfeiçoamento, a UFSM não foi o único fator determinante na carreira de sucesso do mesmo.