CÂMARA. Pela terceira vez, não aparecem empresas interessadas no serviço de celular para os vereadores

CÂMARA. Pela terceira vez, não aparecem empresas interessadas no serviço de celular para os vereadores

CÂMARA. Pela terceira vez, não aparecem empresas interessadas no serviço de celular para os vereadores - maiquel-telefone

As três licitações realizadas este ano foram “desertas”. O atual contrato com a operadora Claro se encerra em julho de 2019

Por MAIQUEL ROSAURO (com imagem de Reprodução/TCE-RS), da Equipe do Site

A Câmara de Vereadores de Santa Maria chega ao final do ano com um problema de difícil solução. Pela terceira vez seguida, nenhuma operadora se interessou pela licitação que visava a contratação de um novo serviço de telefonia móvel, que também inclui internet e comodato de 27 smartphones. Apesar das negativas, o Legislativo não pretende desistir de encontrar interessados.

No primeiro pregão, realizado em julho, a Câmara visava adquirir o serviço por R$ 392.702,90. À época, o Parlamento tinha o interesse em smartphones top de linha e exigia no edital o comodato de aparelhos com dois chips; display mínimo de 5.1 polegadas; resolução de gravação mínima UHD 4K; memória interna mínima de 32GB; câmera traseira de 12 MB (mínimo) e frontal de 5MB (mínimo); processador Octa Core 2.3GHz (mínimo); sistema operacional Android ou iOS; e bateria com conversação de, no mínimo, 8h e espera mínima de 225h. Estas são configurações, por exemplo, de um Samsung Galaxy S9, lançado em fevereiro.

Na segunda licitação, em outubro, o valor do contrato caiu para R$ 381.379,20. Além disso, o Parlamento também foi mais modesto na pedida, abrindo a possibilidade de os 27 smartphones terem um ou dois chips; e processador Octa Core 2.2GHz (mínimo). A exigência de tecnologia 4K para gravações foi excluída, assim como a alta capacidade da bateria. Contudo, foram mantidas as resoluções da câmera traseira e da câmera de selfie, assim como a memória interna mínima de 32GB. Estas são configurações que se assemelham a um Samsung Galaxy S8, lançado ano passado.

A terceira licitação, finalizada há uma semana, manteve o valor do pregão de outubro, mas exigia aparelhos com processador mais simples, Octa Core 1.5GHz (mínimo). A nova resolução abria a possibilidade, por exemplo, de aquisição de aparelhos da marca LG ou da linha J da Samsung, tecnologicamente inferiores ao S9 ou S8.

Conforme a secretária geral da Câmara, Andreia Turna, uma quarta licitação deve ser realizada ainda este ano.

“Vamos fazer um novo termo de referência, com adequações técnicas”, explica Andreia.

Isso significa que a Câmara colocará no edital aparelhos ainda mais modestos. Outra solução possível é o Parlamento desistir do comodato dos smartphones (desde que haja interesse das operadoras e da Presidência da Casa).

Um benefício questionado

Os vereadores possuem uma quota de telefonia móvel e fixa até o valor anual de R$ 6,6 mil. Atualmente, cada parlamentar tem direito a um smartphone Samsung Galaxy S7, em regime de comodato. O atual contrato, com a operadora Claro, se encerra em julho de 2019.

A cota de celular com internet dos vereadores paga com dinheiro público foi questionada este ano. Em novembro, o vereador Francisco Harrisson (MDB) propôs o fim do benefício. Porém, por 5 votos a 1, a Mesa Diretora da Câmara rejeitou a iniciativa (AQUI).



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