Mais prazo para a Varig. Mas são só dois dias
Parece não ter fim o sofrimento da pioneira da aviação comercial brasileira. A mais gaúcha de todas as empresas, reconhecida por qualquer habitante do Rio Grande do Sul, nascida há 79 anos, não deixa o Centro de Tratamento Intensivo do hospital em que se encontra há muuuito tempo. Vivendo sob aparelhos, a companhia reconhecida internacionalmente, depende de uma ação aqui, outra ali quase sempre de algum médico, ops, juiz de direito.
É o que aconteceu nesta segunda-feira, mais uma vez. Por decisão judicial, a VarigLog, subsidiária da própria empresa, vendida a um grupo de investidores nacionais e internacionais, de capital norte-americano, tem até esta quarta-feira para detalhar a suposta oferta de compra feita pela Varig.
Mas a companhia precisa voar até lá. São dois dias em que, por exemplo, combustível tem que ser adquirido. Curiosamente ou serão coisas do tal de mercado? a só possibilidade de existir alguém verdadeiramente interessado, já fez as ações da Varig subirem na Bolsa de Valores, neste início de semana. Mas é pouco, muito pouco, para o que necessita a empresa gaúcha, às voltas com a falta de dinheiro e com o conseqüente cancelamento de vôos, aqui e no exterior.
Sobre a decisão judicial que dá mais dois dias de prazo, leia a reportagem da jornalista Clarice Spitz, publicada na noite desta segunda pelo portal Folha Online, do mesmo grupo que edita o jornal Folha de São Paulo, que também deverá apresentar, nesta terça, o seguinte texto:
Justiça prorroga até quarta prazo para Variglog detalhar proposta de compra da Varig
A Justiça prorrogou até quarta-feira o prazo para a Variglog detalhar a proposta de compra da Varig.
Segundo a Justiça, a ex-subsidiária de transportes da Varig já depositou mais de US$ 3 milhões para despesas correntes da empresa aérea.
A Variglog também se comprometeu a fazer outros depósitos até alcançar o valor de US$ 20 milhões.
Segundo fontes ligadas à Varig, esse dinheiro entra como contrato de confissão de dívida, um instrumento que permite a entrada de recursos a título de empréstimo. No caso da Varig ser vendida a outra empresa, num eventual novo leilão, a companhia tem de devolver à Variglog o valor do depósito acrescido de 10% de multa.
Marcelo Gomes, da consultoria Alvarez & Marsal, que cuida do processo de recuperação judicial da companhia, disse que o depósito antes do detalhamento da proposta, “é uma prova de seriedade” da VarigLog.
Gomes afirmou que a VarigLog vai aperfeiçoar o detalhamento da proposta que deve ser feita até quarta-feira. Segundo ele há vários pontos que tem de ser discutidos. “Não se vende um ativo sem considerar a companhia anterior. Em um processo de recuperação judicial, ela [companhia] tem de ser recuperada. Nós vamos trabalhar para a recuperação dela”.
Essas despesas correntes pagas pela Varig pelas próximas 24 horas são combustíveis e contratos com empresas de leasing.
A VarigLog fez uma oferta de US$ 485 milhões em investimentos na nova companhia, sem considerar as dívidas com credores. Desse total, 90% ficariam com a ex-subsidiária de transporte, 5% com a antiga Varig e 5% com os trabalhadores…
SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, bem como outros textos relativos à crise da Varig, do ponto de vista da Folha Online, pode fazê-lo acessando a página de economia do portal na internet, no endereço http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/.





ATENÇÃO
1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.
2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.
3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.
4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.
5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.
OBSERVAÇÃO FINAL:
A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.