CONGRESSO. PT fará oposição ao governo com foco nos direitos sociais, diz líder do partido, Paulo Pimenta

CONGRESSO. PT fará oposição ao governo com foco nos direitos sociais, diz líder do partido, Paulo Pimenta

CONGRESSO. PT fará oposição ao governo com foco nos direitos sociais, diz líder do partido, Paulo Pimenta - pimenta

Santa-mariense Paulo Pimenta é lider da bancada do PT e vai começar o quinto mandato como deputado federal pelo Rio Grande do Sul

Por JOSÉ CARLOS OLIVEIRA (texto) e NAJARA ARAÚJO (foto), da Agência Câmara de Notícias

Articulação de frente democrática e manutenção de direitos econômicos e sociais são prioridades do PT na Câmara, segundo o líder do partido, deputado Paulo Pimenta (RS). O jornalista natural de Santa Maria vai iniciar o quinto mandato como deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

Com 54 deputados eleitos, o Partido dos Trabalhadores se mantém como a maior bancada da Câmara, apesar de ter perdido 15 cadeiras.
Confira os principais trechos da entrevista concedida pelo líder do PT.

Quais assuntos serão prioridade para a nova bancada do partido na Câmara?
A atuação da bancada vai girar em torno de três questões principais: a primeira é uma ampla frente em defesa de democracia, para conter o avanço do fascismo e da extrema direita que coloca em risco valores fundamentais presentes na Constituição de 1988, tanto do ponto de vista dos direitos civis e políticos quanto das garantias individuais do brasileiro. A segunda questão é a mobilização em torno da manutenção dos direitos econômicos e sociais: a defesa da Previdência, da educação pública, da saúde pública, do pré-sal e a defesa da nossa soberania. E vamos também buscar a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é um preso político e teve seus direitos de defesa violados.

Como vai se formar essa frente democrática?
Acreditamos na construção de uma frente “popular e democrática” cuja marca seria a defesa da Constituição, da independência do Legislativo em relação ao Executivo e das prerrogativas parlamentares. Vamos fazer oposição aos temas da pauta de comportamento, que Bolsonaro chama de “pauta moral”. Desarmamento e redução da maioridade penal, por exemplo, não há especialista que possa nos apontar onde deram certo.

E com relação à pauta econômica, qual será a participação do PT?
Quando o país estava com uma taxa de crescimento importante, nós tínhamos uma capacidade de arrecadação muito maior e tínhamos o equilíbrio das contas da Previdência. Essa opção por enfrentar a crise com uma política recessiva mergulhou o país neste cenário em que estamos vivendo. É preciso que o país volte a crescer e o Estado é um fator fundamental, tanto em função da oferta de crédito quanto da retomada das obras públicas. Defendo estratégias econômicas que levem a uma maior presença do Estado na economia, a fim de buscar o equilíbrio orçamentário por meio do fomento ao consumo, ao investimento e à geração de emprego e renda.

O Partido dos Trabalhadores defende alguma das reformas que está em pauta na Câmara?
A reforma política é a mais importante. Já a tributária esbarra na dificuldade de avanço no debate em torno de mudanças necessárias no pacto federativo, ou seja, na correlação de forças entre União, estados e municípios. Quanto à reforma da Previdência, sou contra o regime de capitalização proposto pelo governo. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro não participou de debates nem submeteu suas ideias a questionamentos e, por isso, qualquer nova proposta de reforma previdenciária deve passar por ampla e profunda discussão no Congresso.

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