É CINEMA. Importância de ‘Capitã Marvel’, para além de erros como os ‘efeitos especiais de gosto duvidoso’

É CINEMA. Importância de ‘Capitã Marvel’, para além de erros como os ‘efeitos especiais de gosto duvidoso’

É CINEMA. Importância de ‘Capitã Marvel’, para além de erros como os ‘efeitos especiais de gosto duvidoso’ - bianca-a-1Avante, capitãs!

Por BIANCA ZASSO (*)

Cada um colhe o que planta. A vida adulta nos ensina isso, quase sempre, de forma nem um pouco confortável e esta colunista que vos escreve teve que lidar com isso nos últimos dias. Após lançar, junto com meus queridos da Toca Audiovisual, o novo episódio do Bia na Toca sobre Capitã Marvel, nova produção de super-heroína que anda quebrando recordes de bilheteria e, mais uma vez, traz para o centro do debate o protagonismo feminino no universo nerd.

Pois bem…tia Bia não gostou do filme. Motivos? Baixa qualidade cinematográfica. Mas então porque estou aqui, escrevendo estas mal traçadas linhas para falar mais uma vez sobre a moça da vez no Universo Marvel? Porque ela tem uma importância que ultrapassa erros de continuidade e efeitos especiais de gosto duvidoso.

É CINEMA. Importância de ‘Capitã Marvel’, para além de erros como os ‘efeitos especiais de gosto duvidoso’ - bianca-b-1Vocês tem ideia de como é para uma garota descobrindo o mundo e suas injustiças se deparar com um cartaz onde uma Capitã Marvel imponente encara com olhar poderoso quem lhe observa? Eu não sei definir bem a sensação, já que o que me restou na infância foi imaginar que eu poderia ser o Batman (e, como bem lembrou a sempre precisa Nikelen Witter, a Batgirl surgiu nos quadrinhos como uma garota que se disfarçava de Batman!). Mas a potência que um simples pôster pode ter na autoestima e nos sonhos de uma garota é gigante.

Capitã Marvel não balança as madeixas em clima de propaganda de xampu como Mulher Maravilha. Ela cai. E levanta. E cai. E levanta. E é uma mulher que usa a força do feminino para não se abater. A mesma força que todas nós usamos quando duvidam que gostamos de quadrinhos, quando nos olham de cima a baixo julgando nossas roupas ou quando não somos tão gentis como querem que sejamos. Lá está o fôlego de Capitã Marvel que existe dentro de cada garota que não aceita todas as regras. Pelo menos não as que tolhem sua liberdade.

Ainda será preciso muito tempo e muitos filmes para que as heroínas sejam retratadas com mais dignidade e menos caricatura. Mas enquanto esse momento não chega, vamos aproveitar o que Marvel e DC nos oferecem para abrir o diálogo e discutirmos coisas que vão além da Nona e Sétima Arte.

E um bom começo vai acontecer hoje, às 19h30, no espaço Praça Palco do Shopping Praça Nova (BR 287, nº 2885). O bate-papo Capitã Marvel e as Mulheres na Cultura Pop: De Namorado do Herói a Heroína, vai contar com esta colunista e a já citada Nikelen Witter. Estão todas e todos convidados. Tendo identidades secretas ou não.

Bate-papo Capitã Marvel e as Mulheres na Cultura Pop: De Namorado do Herói a Heroína

Mediação: Nikelen Witter e Bianca Zasso

Hoje, às 19h30

Local: Praça Palco, no Shopping Praça Nova

De Graça

É CINEMA. Importância de ‘Capitã Marvel’, para além de erros como os ‘efeitos especiais de gosto duvidoso’ - bianca-c(*)  BIANCA ZASSO, nascida em 1987, em Santa Maria, é jornalista e especialista em cinema pelo Centro Universitário Franciscano (UNIFRA). Cinéfila desde a infância, começou a atuar na pesquisa em 2009.  Suas opiniões e críticas exclusivas estão disponíveis às quintas-feiras.



1 comentário

  1. O Brando

    Ou seja, o filme tecnicamente não rola, mas como é politicamente correto ‘tá de boas’. Brie Larson com um uniforme fechado até o pescoço, mostrando poucas curvas e usando pouquíssima maquiagem. Depois ainda falam das burkas.
    Batgirl surgiu na década de 50 porque Batman e Robin estavam mal falados. Mas era na década de 50. Mencionei que era na década de 50?
    Para saber o que uma garota pensa quando olha um pôster é necessário perguntar a garota num contexto que não conduza a uma resposta determinada. O que o pessoal de mais idade imagina que uma garota deva estar pensando é diferente.
    Heroína bate e apanha, não segue todas as regras. Será que tem que seguir as regras que o ‘feminismo’ ou o politicamente correto ditam? Aliás, o filme sendo uma ruptura da realidade serve como propaganda? O filme ‘Gravidade’ não funciona melhor? Afinal, existem mulheres astronautas.
    Bueno, pelo menos o chavão ’empoderamento’ não foi utilizado. Problema nem é a carga ideológica, é a simplificação desnecessária da linguagem.
    Finalmente, Rotten Tomatoes 6.79/10; Metacritic, 64/100. Critica, de fato, achou meia boca. Mas não dá para dizer que os caras, os produtores, não sabem o que estão fazendo.

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