CÂMARA. Ausência de documento tranca discussão sobre denúncia contra o prefeito e provoca polêmica

CÂMARA. Ausência de documento tranca discussão sobre denúncia contra o prefeito e provoca polêmica

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Presidente Cida Brizola não aceitou a denúncia e, por consequência, vereadores irão discutir o tema apenas na sessão desta quinta-feira

Por MAIQUEL ROSAURO (texto e foto), da Equipe do Site

A denúncia que pede o impeachment do prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) não foi lida na sessão dessa terça-feira (21), na Câmara de Vereadores de Santa Maria. O assunto gerou bate-boca entre parlamentares da oposição e do governo. Por consequência, apenas na quinta (23), os edis irão, de fato, discutir o tema.

Logo na abertura dos trabalhos, a presidente da Casa, Cida Brizola (PP), declarou que a denúncia não seria colocada em pauta porque o denunciante, José Francisco Silva, o Maranhão, não protocolou a prova de quitação eleitoral. Deili Silva (PTB) e Daniel Diniz (PT), no microfone de aparte, criticaram tanto a decisão da progressista quanto o fato de não terem tido acesso à documentação.

Cida paralisou a sessão e os parlamentares se reuniram em volta da Mesa Diretora. Em determinado momento, os ânimos se exaltaram, sobretudo, entre Deili e Admar Pozzobom (PSDB).

 

No retorno aos trabalhos, os vereadores seguiram se revezando no microfone de aparte. Enquanto os governistas elogiaram a postura de Cida, a oposição reclamou de falta de transparência e solicitou acesso à denúncia.

Reviravolta

Maranhão esteve presente nas galerias e logo tratou de fazer o protocolo do documento solicitado. Mas quando tudo já parecia encaminhado para o debate na quinta, o vereador João Ricardo Vargas (PSDB), que retornou ao Parlamento nessa terça, sugeriu a abertura de uma comissão especial para tratar do tema.

“Precisamos apurar o que está sendo denunciado nos mínimos detalhes e por que não através de uma comissão especial que poderá, lá no final, apontar, se existe alguma situação civil, criminal ou administrativa; e assim tomarmos providências inclusive com abertura de uma CPI”, explanou o tucano.

As palavras não caíram bem aos ouvidos da oposição, que interpretou como uma tentativa de blindagem ao prefeito.

“Só queria um esclarecimento, cabe aprovar comissão especial em cima de uma denúncia que sequer chegou até nós vereadores? A senhora (Cida) mesmo não aceitou”, rebateu o líder da oposição, Valdir Oliveira (PT).

Vargas ainda voltaria a usar o microfone de aparte para deixar claro que jamais blindaria alguém.

A denúncia

Maranhão acusa o prefeito de improbidade administrativa. A denúncia é baseada em uma suposta irregularidade quanto à destinação final de focos de lixo oriundos de áreas públicas do município. Para saber mais, clique AQUI.



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