ELEIÇÕES 2020. Fim de alianças proporcionais levará a explosão de candidaturas. E não somente à Câmara

ELEIÇÕES 2020. Fim de alianças proporcionais levará a explosão de candidaturas. E não somente à Câmara

ELEIÇÕES 2020. Fim de alianças proporcionais levará a explosão de candidaturas. E não somente à Câmara - eleições-2020.-urna-eletrônica-1

O número é difícil prever. Mas uma certeza, há: a urna eletrônica estará ainda mais recheada de nomes de candidatos a prefeito e vereador

A pergunta sobre o quanto é muito difícil responder. No entanto, 10 entre 10 observadores da cena política não têm dúvida: aumentará sensivelmente o número de candidatos a prefeito e, sobretudo, à Câmara de Vereadores de Santa Maria.  A causa primária é uma apenas: o fim da possibilidade de alianças para o pleito proporcional. O que levará também a um incremento do número de concorrentes à Prefeitura.

Como assim? Entenda algumas das consequências dessa única medida legal (o fim das coligações ao Legislativo) sobre as decisões partidárias em 2020.

1) Partidos maiores, se não colocaram chapa cheia, 30 candidatos (até 50% além das 21 vagas disponíveis na câmara – sendo que no mínimo 30% terão que ser necessariamente mulheres), farão menos votos e, com certeza, menor será a possibilidade de eleger bancada, por minima que seja.

2) Partidos médios, outrora caudatários dos grandões, se verão compelidos, tanto quanto possível, a apresentar candidatura a prefeito, pois os grandões não poderão ser mais a muleta para garantir vaga(s) no Legislativo. E, claro, também precisarão formar uma lista de concorrentes proporcionais que permitam, pelo menos, o sonho de chegar aos 7 mil votos, tidos como suficientes para alcançar o quociente eleitoral e obter uma vaga no parlamento.

3) Partidos pequenos, sem margem qualquer de manobra, terão, obrigatoriamente, de apresentar chapa tão completa quanto possível, sob pena de nada terem a oferecer nem mesmo num eventual apoio aos candidatos majoritários que forem ao segundo turno.

Claro que há outras consequências, e é possível enumerá-las quase ao infinito. Mas as três acima são suficientes para apostar, com absoluta certeza, no incremento de candidaturas, com certeza para além do que se registrou em 2016.

A propósito, confira os números do ultimo pleito:

PARA A CÂMARA: 214 candidatos inscritos, por 27 partidos. Os eleitos foram de 10 partidos.

Como curiosidade, confira as 10 coligações (agora proibidas) formadas para o pleito de 2016. Em destaque, os partidos que elegeram vereador(es):

– Coligação SD,PRB,PTC, PSL, PRTB, PTN e PSC

– Coligação PSDB, DEM

– Coligação PP,PR, PROS

– Coligação PT, PC do B e PHS

– Coligação PSB, Rede Sustentabilidade, PTB e PPS

– Coligação PMDB, PMN, PV e PSD

PDT

PPL

PSTU

PSOL

PARA A PREFEITURA: foram oito candidaturas postas, que você confere abaixo, na ordem de votos obtidos no primeiro turno. Atenção: os quatro primeiros colocados tiveram aliados de outras agremiações. Acompanhe:

Valdeci Oliveira (PT) – 43.746 votos

Jorge Pozzobom (PSDB) – 43.037 votos

Fabiano Pereira (PSB) – 20.290 votos

Jaderson Maretoli (SD) – 19.487 votos

Marcelo Bisogno (PDT) – 12.515 votos

Werner Rempel (PPL) – 6.917 votos

Alcir Martins (PSOL) – 1.224 votos

Paulo Weller (PSTU) – 178 votos

Também foram computados 6.796 votos nulos e 6.444 em branco.



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