NA PELE. Uma homenagem marcada para sempre

NA PELE. Uma homenagem marcada para sempre

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Uma das tatuagens da empresária Suellem Oliveira, 21 anos, é dedicada a sua mãe. As outras são ao marido e ao gato de estimação

Por BRUNA MILANI, Especial para o Site (*)

Seja flor, anjo, âncora, nome de uma pessoa ou local, desenho do rosto de alguém. Ela pode estar desenhada em um dos braços, nos pulsos, nas costas ou outra parte do corpo humano. Normalmente está ligada a algo que a pessoa goste, a um pertencimento dentro de um grupo da sociedade ou uma homenagem para um familiar ou amigo. Ou seja, a tatuagem está presente entre as pessoas nos dias atuais.

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Em homenagem ao filho e à maternidade, Thabata fez uma raposa e as iniciais do bebê, José e Santiago. No total, ela tem 13 tatuagens

No Brasil, a lei que regulamenta a prática da tatuagem varia de um Estado para o outro, mas no geral a idade permitida é a de 18 anos. Menores de 18, em alguns estabelecimentos e estados brasileiros só podem realizar o procedimento mediante a uma autorização dos pais ou dos responsáveis.

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo norte -americano Pew Research Center, em 2018, aproximadamente 38% das pessoas têm pelo menos uma tatuagem. Já de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2016 a 2017 houve um aumento de 24,1 % no número de estúdios abertos pelo país.

O tatuador Luiz Guilherme Colusso Bastos, 26 anos, ingressou nesse meio há dois anos, iniciando na cidade do Rio de Janeiro e vindo para cá, onde através de um amigo continuou o trabalho artístico. Para Colusso Bastos, o mercado da tatuagem está em crescimento, pois a busca das pessoas pela tatuagem vem aumentando. “ O pessoal costuma buscar a tatuagem como expressão corporal ou para marcar um momento, fazer uma homenagem ou alguma fase da vida que superou”, disse. Conforme o tatuador, os pedidos mais comuns são de busca rápida como os nomes, as homenagens, trabalhos pequenos que representem algo e em seguida os trabalhos mais elaborados.

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Após perder a mãe, Elenice a homenageou com essa tatuagem

A acadêmica de Direito da Universidade Franciscana, Thabata Selistre, 21 anos, tem 13 tatuagens e uma delas é dedicada ao filho Santiago. “É uma raposa que representa a maternidade e meu filho com as siglas S e J de Santiago José”, relatou. Para Thabata  os desenhos no corpo representa empoderamento, mesmo já tendo escutado comentários negativos por parte dos familiares.

Outra homenagem familiar feita foi a da jornalista Elenice Ballejos, que homenageou em sua a pele a mãe que faleceu de câncer. “Há aproximadamente três anos a minha mãe mudou o meu pensamento de medo, com sessenta e poucos anos e fez duas tatuagens. Quando descobrimos que a minha mãe tinha câncer, voltou a ideia de fazer uma tatuagem. Queria fazer uma eu e ela, para ficar uma lembrança só minha e dela, mas não foi possível, a doença levou ela muito mais rápido. Então quando ela faleceu, resolvi fazer essa tatuagem para ela”.

Elenice também procurou algumas pessoas para saber se elas sentiram dor ao realizar o procedimento. “Confesso que no dia que estava marcado para fazer eu passei à noite sem dormir, com medo da dor, mas para a minha alegria não senti nada”. E foi através de alguns momentos da vida que a empresária Suellem Oliveira, 20 anos, optou por marcá-los através de desenhos dedicados à mãe, ao marido e ao gato de estimação.

(*) Bruna Milani é acadêmica de Jornalismo da Universidade Franciscana e faz seu “estágio supervisionado” no site



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