ARTIGO. Giuseppe Riesgo e a solução democrática, que não é rápida nem indolor, para problemas do RS

Democracia é diálogo

Por GIUSEPPE RIESGO (*)

O Rio Grande do Sul, sabemos, passa pela maior crise fiscal da sua história. Nos endividamos muito além da conta e criamos um estado que não cabe mais no bolso do povo que o sustenta. É preciso reformar. Gastamos muito além do necessário com a folha salarial e a nossa previdência, estruturalmente, também faliu. Se nada for feito, quebraremos ainda mais. Não tenha dúvidas que a situação pode piorar.

Mas, então, qual é a solução para o Rio Grande do Sul? Eu não vou mentir dizendo que há solução rápida e indolor para nossos problemas fiscais. Não há. Mas eu posso garantir: a solução passa por mais produtividade e desenvolvimento e isso apenas o setor privado faz.

Comento isso porque passou da hora de resolvermos nossos problemas e entraves de mercado. Não sairemos da crise enquanto o setor privado não voltar a investir; enquanto as empresas não produzirem mais e o emprego voltar a crescer. Não voltaremos a pagar os salários em dia enquanto não inovarmos mais e aumentarmos a nossa produtividade. Derivam daí os bons salários e a volta da prosperidade econômica.

No entanto, nada disso acontecerá se continuarmos a dificultar os caminhos produtivos do estado. Se não encontrarmos as soluções e não entendermos que estas, na democracia, sempre pressupõem diálogo e consenso. Venho há alguns meses alertando aqui na coluna, na Tribuna da Assembleia Legislativa e em diversas reuniões com a Receita Estadual e a Secretaria da Fazenda que a complementação do ICMS arrecadado a menor, no regime de substituição tributária, não faz o menor sentido em um estado que afunda na crise como o nosso.

Venho pautando esse debate na Assembleia, na imprensa e junto ao governo. Nessa semana obtivemos importantes apoios na pauta por deputados que entenderam (mais) esse aumento da burocracia e o quanto ela prejudica nosso setor produtivo e a nossa economia. A política cansa e o eleitor sabe bem disso, mas na democracia ela é o principal caminho para que aprovemos reformas e rumemos para o caminho de desenvolvimento novamente. Mas isso só acontecerá, reitero, com diálogo.

A democracia pressupõe a humildade de ouvir para poder falar e estas últimas semanas tive uma prova viva disso. Quando comecei essa campanha, num tema árido como esse da substituição tributária, tive receio de não me fazer entender -, de não encontrar parceiros na causa. O que ocorreu foi justamente o contrário. A sociedade civil organizada, as entidades empresariais, o setor produtivo, meus colegas deputados e parte das lideranças do governo entenderam o problema; o consenso formou-se e estamos buscando uma saída legislativa para resolver a questão.

Não tenho dúvidas que o diálogo foi fundamental nesse processo todo. A democracia – posso garantir ao leitor da coluna -, sobrevive no Parlamento Gaúcho e nós vamos encontrar as soluções para colocar o estado na rota do desenvolvimento novamente. Com o apoio da população sensibilizaremos o governo e avançaremos nessa pauta. Está mais do que na hora de desburocratizar o Rio Grande e encontrar as soluções para fazer o nosso estado ser livre de novo.

(*) GIUSEPPE RIESGO é Deputado Estadual, que cumpre seu primeiro mandato pelo Partido NOVO. Ele escreve no site todas as quintas-feiras.



2 comentários

  1. SAUL ALMIRON

    o partido NOVO do Sr Riesgo, apoiou BOZO no segundo turno e apoia a reforma da previdência, que atinge em cheio justamente o povo que consome nestas mesmas empresas e não querem mais pagar a previdência de seus escravos modernos; creio que este partido de empresários tem solução para nosso Estado.

  2. O Brando

    Kuakuakuakuakuakua! Riesgo parece Dilma, a humilde e capaz, quer dialogar com o ISIS! Kuakuakuakuakua!

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