EDUCAÇÃO. Se depender de Assembleia na UFSM, docentes federais vão parar por tempo indeterminado

EDUCAÇÃO. Se depender de Assembleia na UFSM, docentes federais vão parar por tempo indeterminado

EDUCAÇÃO. Se depender de Assembleia na UFSM, docentes federais vão parar por tempo indeterminado - sedufsm-3

Assembleia na UFSM aprova o indicativo de greve. E também tratou, entre outros assuntos, do projeto de reestruturação administrativa

Por FRITZ R. NUNES (texto e foto), da Assessoria de Imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM

Em assembleia que ocorreu na manhã desta quinta (18), no Auditório B2 (Milton Santos), junto ao prédio de Geociências da UFSM, em Camobi, os docentes aprovaram o indicativo de greve por tempo indeterminado contra o desmonte da universidade pública. Essa decisão agora será levada para discussão na reunião do setor das Federais do ANDES-Sindicato Nacional, marcada para o dia 27 de julho, em Brasília.

A deliberação foi tomada após diversas intervenções que destacaram o quadro de gravidade pelo qual passa o ensino superior público federal. E não somente o federal. Houve greve recente nas universidades estaduais da Bahia e ainda segue a paralisação nas estaduais do Paraná. Além dos cortes que deixaram as instituições à beira do caos, agora surge um projeto, anunciado pelo MEC, que joga as instituições federais nos braços do mercado.

O diretor da Sedufsm, professor Gihad Mohamad, fez na plenária um resumo de como o sindicato analisa o programa ‘Future-se” apresentado pelo Ministério da Educação na última quarta (17). Para o docente, o conteúdo do projeto representa uma interferência direta do governo nas Instituições Federais de Ensino, quebrando totalmente a autonomia universitária.

O objetivo final do “Future-se”, conforme sublinhou Gihad, é entregar instituições universitárias às Organizações Sociais (OS). “Antes, o governo qualificava a universidade como espaço de balbúrdia. Agora, ela virou centro de pesquisa, em que o professor pode vender seus projetos às empresas e ficar rico”, ironizou o diretor da Sedufsm.

O professor do departamento de Geociências, Adriano Figueiró, apontou dois aspectos do programa do MEC considerados por ele muito preocupantes. O primeiro se refere às Organizações Sociais (OS), que irão gerir fundos destinados às universidades. O gestor dessas ‘OS’, raciocina o professor, terá um poder paralelo em relação ao próprio reitor da instituição. E, o segundo ponto, é quanto ao fundo propriamente dito. “Como esses fundos deverão ser vinculados ao mercado financeiro, isso significa que os recursos das universidades dependerão do humor do mercado financeiro”, argumentou.

Em âmbito nacional, os ataques à educação, especialmente através dos cortes de recursos, já receberam respostas efetivas, com os protestos de 15 e 30 de maio. Agora, lembrou a professora Maristela Souza, diretora da Sedufsm, está sendo construída uma data unitária para uma nova greve geral da educação, que já tem dia: 13 de agosto. Inicialmente convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), essa data foi referendada tanto pelo ANDES-SN no 64º Conad, quanto pela CSP-Conlutas.

Reestruturação administrativa na UFSM

A forma como vem sendo conduzida a proposta de “reestruturação administrativa” da UFSM pela reitoria foi alvo de muitas críticas na assembleia desta quinta-feira. Para a maioria dos presentes, a instituição está tendo sua estrutura mudada de forma profunda e açodada. Tendo em vista essas considerações, a plenária aprovou a elaboração de uma “carta ao Conselho Universitário” (Consu).

Esse documento deverá ser entregue na manhã desta sexta (19), quando os membros do Consu deverão se debruçar sobre a proposta que será apresentada pela Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan). Na carta, a solicitação para que a proposta da reitoria não seja votada nesta sessão. Por sugestão do professor Adriano Figueiró, deverá ser chamada uma reunião pública das entidades representativas, na próxima semana, com o intuito de fazer uma (contra) proposta que leve em conta os interesses dos trabalhadores…”

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3 comentários

  1. Maurício

    Peraí… As fundações das universidades federais já não cumprem este papel de deixarem professores ricos?

  2. O Brando

    Problema todo é que os que irão ficar ricos são os dos sindicatos. Alguém já viu alguma empresa precisar de consultoria para ‘sindicalizar’ o empreendimento? Não, isto vem de graça.

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