SAÚDE. Valdeci reativa a Frente Parlamentar em “Defesa da Gestante e contra a Violência Obstétrica”

SAÚDE. Valdeci reativa a Frente Parlamentar em “Defesa da Gestante e contra a Violência Obstétrica”

SAÚDE. Valdeci reativa a Frente Parlamentar em “Defesa da Gestante e contra a Violência Obstétrica” - valdeci

Criação da Frente Parlamentar contra a Violência Obstétrica remonta a dezembro de 2017. Amanhã será reativada na Assembleia

Por MARCELO ANTUNES (com foto de Tiago Machado/Arquivo), da Assessoria do Parlamentar

Um tema ao mesmo tempo delicado em termos de saúde pública e de fundamental importância para o combate à violência contra a mulher será retomado nesta semana pelo deputado Valdeci Oliveira: a reativação da Frente Parlamentar em defesa da gestante e contra a violência obstétrica.

No retorno das atividades da Assembleia Legislativa após o recesso parlamentar, Valdeci, fará o lançamento da Frente nesta quarta-feira, 7, às 11h, na Sala Sarmento Leite, no Palácio Farroupilha.

“Temos de imprimir todos os esforços para que esse assunto não saia do debate e busque a conscientização e mobilização da sociedade, pois se trata de um assunto recorrente, mas que, na maioria das vezes, fica restrito às famílias das gestantes ou no espaço das maternidades”, avalia o deputado, que trouxe o tema à discussão pública em 2017, mesmo ano em que protocolou o projeto de lei nº 316, que visa a criar uma política estadual sobre o tema. Nesse ano Valdeci busca reforçar essas ações com mais uma proposta, a de número 122/2019, que inclui o debate no calendário oficial do estado por meio da semana estadual para Combate à Violência Obstétrica.

A proposta de lei apresentada por Valdeci tem o objetivo de garantir atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação a todas as gestantes atendidas na rede pública ou privada de saúde. Entre as diretrizes da política estadual prevista, estão: a informação à gestante dos procedimentos realizados durante o parto, a garantia de um ambiente acolhedor nas unidades de saúde, o incentivo a presença de um acompanhante escolhido pela mulher, a promoção de uma formação permanente da equipe de profissionais para o atendimento humanizado, a permissão do contato imediato do bebê com a mãe e a estruturação de uma ouvidoria e de um observatório para acompanhamento de denúncias de violência obstétrica.

Tanto a criação da Frente como a apresentação do projeto de lei foram deliberações tiradas durante uma audiência pública realizada há dois anos, em Santa Maria, pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente do parlamento estadual, quando as representantes do Movimento Mães na Luta Contra a Violência Obstétrica e o vereador Valdir Oliveira (PT) solicitaram apoio a Valdeci.

“Os relatos foram chocantes e chamaram muita atenção para essa causa. Essa é uma luta de todas e todos, mas, principalmente, de nós, homens, que precisamos nos conscientizar, cada vez mais, do absurdo que é a violência contra as mulheres e, em especial, a violência obstétrica. Uma em cada quatro mulheres brasileiras são vítimas de alguma forma de agressão entre o pré e pós-parto”, explicou Valdeci na ocasião.

O deputado destaca, ainda, sua preocupação quanto às tentativas do governo federal de minimizar o problema. Em maio passado, o Ministério da Saúde chegou a emitir um despacho defendendo a abolição do uso do termo ‘violência obstétrica’, o que foi duramente criticado pelo Ministério Público Federal. O órgão orientou o Ministério da Saúde a abster de empregar quaisquer ações voltadas especificamente à abolição do uso da expressão.

“Por conta desse tipo de postura empregada pelo governo Bolsonaro é que devemos ficar atentos e não recuar um só milímetro nesse debate”, avalia Valdeci, que no início de junho protocolou junto à Procuradoria Regional da República da 4ª Região um manifesto em defesa da luta contra a violência obstétrica, documento que foi produzido em conjunto por entidades que militam na área da proteção à gestante em Santa Maria, Rio Grande e Pelotas.



1 comentário

  1. O Brando

    Nascem 2,7 milhões de novos brasileiros por ano. na média mais de 7 mil por dia. Erros acontecem e nunca serão zero.
    O resto é ideologia.

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