TRABALHO. Assédio moral recorrente no Bradesco recebe punição (ainda provisória) do Poder Judiciário

TRABALHO. Assédio moral recorrente no Bradesco recebe punição (ainda provisória) do Poder Judiciário

TRABALHO. Assédio moral recorrente no Bradesco recebe punição (ainda provisória) do Poder Judiciário - consultor-jurídico-bradescoDo portal especializado Consultor Jurídico, com informações do MPT/RJ e imagem de Reprodução

A partir de um inquérito civil (IC), juiz Ronaldo Santos Resende, da 66º Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, deferiu em parte pedido de tutela de urgência contra a prática recorrente de assédio moral do banco Bradesco.

O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro recebeu denúncia coletiva de empregados da instituição financeira narrando diversos episódios de assédio moral. Segundo os depoimentos, o banco utiliza práticas abusivas ao exigir o cumprimento de metas.

Os profissionais eram ameaçados de demissão e sofriam pressão diariamente por meio de audioconferências, ligações e reuniões. Também era recorrente a prática de impedir a saída dos trabalhadores ao fim do expediente enquanto a meta estabelecida para o dia não fosse cumprida.

Apurou-se ainda, por meio dos depoimentos, que o banco demitiu trabalhadores que tiveram suas famílias sequestradas enquanto eram levados às agências bancárias em tentativas de abertura do cofre. Caso o funcionário entregasse dinheiro para os assaltantes, o trabalhador responsável pelas chaves da agência poderia ser demitido.

Dados da Previdência Social apresentados na ação demonstraram o grande número de afastamento de empregados por transtornos mentais e doenças do sistema nervoso relacionadas ao trabalho na instituição.

O Inquérito Civil também apurou que trabalhadores que retornavam ao trabalho após afastamento por motivo de saúde perdiam suas funções e passavam a ser integrados em setores com menos responsabilidades.

Em sua decisão, o juiz Ronaldo Santos Resende proíbe o Bradesco de praticar ações características de assédio moral no trato com funcionários como o uso de palavras agressivas, cárcere privado e qualquer prática que possa submeter os trabalhadores a constrangimento físico ou moral. O juiz estabeleceu multa de R$ 50 mil por item descumprido.

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