Que coisa!Derrotado em Vila Nova virou CC em Santa Maria e queria acabar com o Parque Itaimbé
Na sexta-feira, o colega Luiz Roese, do Diário de Santa Maria, publicou nota na coluna Poucas&Boas. Nela relata a existência de uma proposta para utilização do Parque Itaimbé para a realização das feiras livres de hortifrutigrangeiros, hoje dispersas pela cidade. Entre as medidas estariam a desativação do Centro de Atividades Mùltiplas e, para garantir o especo necessário, ainda seriam cobertas algumas quadras esportivas.
No sábado, escrevi uma notinha na seção Luneta, da coluna Observatório, que publico no jornal A Razão e reproduzo aqui. Nela, chamo a atenção para o fato de o Parque Itaimbé ser exatamente isso, um parque, e que idéias exóticas não seriam bem recebidas pelos moradores.
No mesmo dia, na página 2 do DSM, era publicada uma nota com informação da Prefeitura em que esta nega a existência do projeto. O jornal afirma, então, que a notícia publicada por Roese, na sexta, era oriunda de fontes da Secretaria Municipal de Agricultura. E mais: que o prefeito Cezar Schirmer, ao ler a notícia, não gostou nem um pouco da ideia. Existindo ou não, o projeto vai para a gaveta.
ATENÇÃO, ATENÇÃO: o Luiz Roese está rigorosamente certo. O projeto existe e contém mesmo essa, mais que exótica, esdrúxula proposta de acabar com um parque, Sim, eliminar uma das poucas áreas verdes no centro da cidade. Mal-cuidado, eventualmente inseguro, mas ainda assim um parque. E bonito. Muito bonito, como atestam seus moradores – inclusive, a bem da verdade, este (nem sempre) modesto escriba.
Desde a quinta-feira, informações a respeito me eram repassadas. Insuficientes para a elaboração de uma nota ainda na sexta. E felicito o colega do DSM pela publicação que, com certeza, ao lado (olha a pretensão claudemiriana) da notinha que escrevi no sábado, ajudou bastante a acabar com essa bobagem saída de uma cabeça bem específica da Secretaria de Agricultura.
A responsabilidade inicial da proposta é de um político oriundo de Vila Nova do Sul, que era vereador (e secretário municipal) e foi candidato a prefeito em outubro, conseguindo só 15% dos votos vila-novenses do sul (por que será, hein?), chegando num longínquo terceiro lugar. Por indicação, consta, de José Farret (do PP, como o servidor), foi importado pela administração santa-mariense e, em um mês de trabalho como Cargo de Confiança conseguiu essa proeza. Transformou-se no responsável pelo setor das feiras livres, algo que existe há cerca de 40 anos em Santa Maria, coexistindo muito bem e servindo à comunidade nos seus locais, sem centralização.
EM TEMPO: às vezes fico a pensar se o que falta à Prefeitura é um pouco de coragem. Sim, coragem. As feiras livres que ocorrem em locais distintos ajudam a população – que o digam os moradores próximos à Professor Teixeira, à Olavo Bilac, à 13 de Maio, ao Prado, à Praça Roque Gonzáles, ao bairro Tancredo Neves, entre outros locais em que elas existem. Nessas a prefeitura quer mexer. Ou quis. E naquelas outras, em locais públicos bem definidos? Contra elas não se faz nada. Nem se pensa em colocar noutros lugares. Ou se pensa, e ainda não fomos avisados?
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