Eleições 2006. Jogo presidencial não custa menos de R$ 200 milhões. Por dentro
Os partidos têm até o início da noite desta quarta-feira, 5 de julho, para registrar as candidaturas junto aos tribunais eleitorais. E, além dos nomes (e da documentação) dos candidatos, também deveriam apresentar o valor máximo que pretendem gastar na campanha.
No caso do pleito presidencial, a inscrição de candidatos é feita no Tribunal Superior Eleitoral. No momento em que escrevo, já são conhecidos os valores declarados por Lula (R$ 89 milhões), Alckmin R$ 85 milhões) e Cristovam Buarque (R$ 20 milhões). E, como conta o jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo, em seu blog na internet, a estimativa deve chegar aos R$ 200 milhões. Mas isso no chamado Caixa . Ninguém, nem ele, acredita que o caixa 2 vai sumir, apesar da opinião da sociedade. Mas os riscos, sem dúvida, são muito maiores aos que o praticarem.
Josias também se refere ao histórico de ex-presidentes, e do atual, todos se utilizando dessa prática, digamos assim, páralegal. Confira:
Campanha movimenta R$ 200 milhões no caixa um
Começou o jogo de esconde-esconde. Os comitês eleitorais têm até o final do expediente desta quarta-feira para informar à Justiça Eleitoral quanto planejam gastar nas eleições de 2006. Só o certame presidencial vai movimentar cerca de R$ 200 milhões. Por cima da mesa, bem entendido. Sem incluir o caixa dois.
A campanha com o borderô mais polpudo é a de Lula (PT): R$ 89 milhões. A de Geraldo Alckmin (PSDB) vem logo a seguir: R$ 85 milhões. Cristovam Buarque (PDT) diz que gastará, no máximo, R$ 20 milhões. A assessoria de Heloisa Helena (PSOL) ainda faz as contas. Não chegou, por ora, a uma cifra. Mas estima que a campanha não sairá por menos de R$ 5 milhões.
O senso comum indica que os candidatos prestariam um inestimável serviço a si mesmos se fechassem o porão. Mas seria ingenuidade acreditar que o caixa dois foi extinto. Resta, assim, difundir um aviso: Lula e o PT podem ter desperdiçado as últimas gotas de tolerância com as chamadas verbas não contabilizadas.
Collor esqueceu de maneirar e teve o mandato ceifado. Deve-se à repórter Andréa Michael a descoberta de um naco das arcas clandestinas de FHC. Coisa de R$ 10 milhões, registrados numa planilha eletrônica. Passou batido. A traição de Roberto Jefferson expôs os R$ 55 milhões que transitaram pelos subterrâneos do PT. Esfolou-se Delúbio Soares. E ficou nisso.
O próximo inquilino do Planalto, seja ele quem for, dificilmente escapará de um impeachment se ficar constatado que recebeu malas por baixo da mesa. Assim, não parece razoável sujeitar o mandato ao arrependimento de um tesoureiro, à indiscrição de…
SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/





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