ARTIGO. Luciano Ribas, dona Vera e os parasitas travestidos de 'modernos' no serviço público

ARTIGO. Luciano Ribas, dona Vera e os parasitas travestidos de ‘modernos’ no serviço público

ARTIGO. Luciano Ribas, dona Vera e os parasitas travestidos de 'modernos' no serviço público - Crianças-escola-canoasMinha mãe não é parasita

Por Luciano do Monte Ribas*

Minha mãe começou a lecionar com 18 anos, após terminar o normal, e está na ativa até hoje. Recebe do tucano Eduardo Leite um salário vergonhoso, verdadeiro deboche com quem sempre esteve em sala de aula e possui pós-graduação; pior, parcelado desde os tempos do MDB do “gringo que faz”. No município, onde atua hoje, o ordenado é digno graças ao plano de carreira instituído pelo ex-prefeito Valdeci Oliveira, mas há anos o piso nacional virou miragem.

A dona Vera deu aulas nas periferias dessa cidade em quase toda a sua carreira, por opção. Ela, como boa petista, gosta de pobres – sobretudo de ajudá-los a sair da pobreza. Nunca recebeu nenhum tipo de remuneração que possa ser considerada privilégio, como acontece com algumas (poucas) castas. Trabalhou doente, molhada pela chuva, com salário atrasado e desrespeitada por neusas, simons, britos, yedas e outros do mesmo naipe. Jamais deixou de exceder as suas obrigações e, em reconhecimento a isso, acumulou escolhas para conselheira de turma, entre outras pequenas grandes honrarias.

Como ela, há milhões de outras servidoras e de outros servidores por esse Brasil afora. Acreditem, caso não tenham a honra de conviver com bons funcionários públicos, que eles são a absoluta maioria. Eu ficaria um dia inteiro lembrando de homens e mulheres que fizeram e fazem mais do que são pagos para fazer. Não vou citar nenhum nome para não ser injusto com inúmeras outras pessoas. Mas uma cidade que, em grande parte, vive do que o funcionalismo recebe, é pródiga em bons exemplos. Abram os olhos e enxerguem, sem cair na tentadora ignorância do senso comum.

Diferentemente deles, há, sim, parasitas do serviço público. Travestidos de “modernos”, arrotando falso moralismo. Paulo Guedes é um parasita a serviço do sistema financeiro, que está arrancando os poucos traços de dignidade do nosso povo para entregar a quem é subordinado. Jair Bolsonaro, aposentado aos 33 anos para virar político profissional e “ajeitar” toda a família, incluindo os parentes das ex-mulheres. Maitê Proença, Regina Duarte e outras bem alimentadas madames que seguem recebendo pensões de pais militares, mesmo tendo renda de sobra e acumulado matrimônios. Não precisa fuçar muito para achar nesse governo de lunáticos, milicianos e espertalhões outros exemplos.

Para finalizar, eu não sei o que ainda falta para que gente que se diz esclarecida abra de vez os olhos e ajude a derrotar essa corja que está colocando o Brasil de joelhos, fazendo da promoção da morte um método de governo. Arrisco dizer que, a essa altura, talvez seja caráter mesmo. Entre esses homens e essas mulheres, há servidores e servidoras públicas, tanto da ativa quanto aposentados e aposentadas. Se não mudarem urgentemente, merecerão o rótulo de parasitas que seu ídolo “posto Ipiranga” lhes reservou.

*Luciano do Monte Ribas é designer gráfico, graduado em Desenho Industrial / Programação Visual e mestre em Artes Visuais, ambos pela UFSM. É presidente do Conselho Municipal de Política Cultural e um dos coordenadores do Santa Maria Vídeo e Cinema, além de já ter exercido diversas funções na iniciativa privada e na gestão pública.

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Observação do editor: A foto que ilustra o artigo, de autoria de Luciano Ribas, apresenta crianças em escola pública de Canoas.



4 comentários

  1. Zé Neto

    Não vou citar nenhum nome… Só mamãe, a tô PT que ajuda os pobres.
    Não cita o nome mas é mamãe do autor.
    Mães são heroínas, sempre.
    Não existe autor que não cite a mãe.

  2. Zé Neto

    Parasita ganhou Oscar, a neta do fundador da Camargo Corrêa (não vou citar nenhum nome) não ganhou INDÚSTRIA AMERICANA, e

  3. Zé Neto

    Parasita ganhou Oscar.
    A neta do fundador da Camargo Corrêa (não vou citar nenhum nome) não ganhou.
    INDÚSTRIA AMERICANA venceu a história do “Górpi”!

  4. Luciano do Monte Ribas

    Até para comentários (aparentemente) mascarados sob pseudônimo é preciso demonstrar um mínimo de inteligência.
    E capacidade de interpretação de texto, inclusive para coisas explicitamente ditas.

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