MILENAR. Dança do ventre, cultura, história e arte

MILENAR. Dança do ventre, cultura, história e arte

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Shanasis começou a aprender a Arte da Dança do Ventre com a libanesa Norma Said Said em Porto Alegre, na Casa de Artes Baka em 1996

Por VALÉRIA AUZANI (com fotos de Arquivo Pessoal), Especial para o Site (*)

Toda dança possui cultura, uma história por trás, diferentes características, sentimentos e sensações. Essa com origem oriental, encanta com seus movimentos e com sua energia. Traz o poder do feminino no figurino, com roupas e acessórios que destacam-se por suas cores. É composta por movimentos e por rotações, principalmente nos quadris e na região abdominal, tornando uma completa harmonia entre o corpo e a música.

A Dança do Ventre antigamente era realizada para homenagear deusas em rituais sagrados, onde reverenciavam a fertilidade e celebravam a vida. Hoje, raramente é praticada com esse intuito. Suas características no mundo moderno são culturais, artísticas e profissionais. De acordo com Shahrazad, a pioneira no Brasil, este nome foi dado à dança pois “significa onde o sol nasce, de onde a mulher recebe as energias e o poder do Sol”.

Conta a professora Shanasis Al Shams que dar aula sobre é um privilégio: “um prazer e um desafio, pois cada ser tem sua própria história corporal e a metodologia deve ser adequada a ela. O amor à Arte e o prazer que sinto em dançar e testemunhar o aprendizado de quem confiou em mim é o que me inspira.” Além disso, explica que não considera ter regras na dança, e sim envolvimento e dedicação com a cultura envolvida. “Deve-se estudar sempre, respeitar a tradição e as nossas mestras, ter humildade e companheirismo com as colegas. Existiram vários momentos que se tentou criar uma padronização, mas até agora não se conseguiu, pois a Dança do Ventre é ARTE e como tal deve permanecer.”

A professora veio para Santa Maria em 2011, e conta o apoio e incentivo recebido em apresentações na cidade. “Assim, embora tenha sentido muita falta dos shows semanais em Porto Alegre, Santa Maria sempre demonstrou apoiar quem decide investir nessa arte. Realizei no Theatro Treze de Maio três edições do Al Shams em Dança (espetáculo de Dança do Ventre) e obtive muito incentivo da comunidade santa-mariense, realizando com minhas alunas duas apresentação para a Sociedade Libanesa da cidade e sempre que possível participando de rede de apoio entre as colegas.”

Há quem diga que os benefícios da prática são vários. Alguns deles: desenvolvimento da autoestima, correção da postura e melhora a capacidade de se comunicar. Shanasis confirma que também auxilia no autoconhecimento, na coordenação motora, flexibilidade, resistência corporal, alongamento, fortalecimento muscular, melhora a capacidade respiratória, memória, autoestima, musicalidade, conhecimento da cultura árabe e desenvolvimento da criatividade.

Pessoas de todas as idades e sexos podem praticar. Mas é claro que, como qualquer atividade física, é necessário que seja realizada uma avaliação médica para saber das limitações e características individuais de quem irá praticar e assim os exercícios/movimentos serem adequados de pessoa para pessoa.

(*) Valéria Auzani é acadêmica de Jornalismo da Universidade Franciscana e faz seu “estágio supervisionado” no site



1 comentário

  1. O Brando

    ‘Danse du ventre’ foi o apelido dado a pintura ‘La danse de l’Almée’ de Jean-Léon Gérôme em 1864. Almées eram cortesãs nos harems.
    A dança é relacionada com a Raqs Baladi (dança popular) e a Raqs Sharqi (dança oriental).
    O resto é marketing.

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