COVID-19. Dois terços dos gaúchos com a bandeira vermelha. Um terço, inclusive Santa Maria, é laranja

COVID-19. Dois terços dos gaúchos com a bandeira vermelha. Um terço, inclusive Santa Maria, é laranja

COVID-19. Dois terços dos gaúchos com a bandeira vermelha. Um terço, inclusive Santa Maria, é laranja - 45f1b819-correio-do-povo-covid-bandeirasDa redação do Correio do Povo, com imagem de Divulgação (Palácio Piratini)

O governo do Rio Grande do Sul definiu, nesta sexta-feira, que 12 regiões foram colocadas preliminarmente na bandeira vermelha (confira na foto acima) na 14ª rodada do Distanciamento Controlado.

As áreas que, segundo o governo estadual, apresentaram piora nessa semana e representam alto risco para contaminação para o novo coronavírus foram: Capão da Canoa, Palmeira das Missões, Erechim, Pelotas, Bagé e Uruguaiana. Porto Alegre, Novo Hamburgo, Canoas, Taquara e Passo Fundo permanecem com a bandeira vermelha.

A 14ª rodada marca a entrada da 21ª região, que reúne os 19 municípios das regiões Carbonífera e Costa Doce, recebendo o nome de Guaíba que, inclusive, é uma das classificadas como risco epidemiológico alto no mapa preliminar.

A única região que apresentou uma melhora foi Lajeado, que neste mapa preliminar, passou da bandeira vermelha para laranja. Santa Maria, Santo Ângelo, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul seguem com a bandeira laranja.

Os municípios e associações regionais podem apresentar, até as 6h de domingo, pedidos de reconsideração, que serão analisados para que as bandeiras definitivas sejam divulgadas na segunda-feira.

Municípios podem adotar protocolo da bandeira laranja

Do total de 497 municípios, conforme o mapa preliminar, 275 cidades estão classificados em bandeira vermelha, somando 7.759.635 habitantes, ou seja, 68,5% da população gaúcha – total de 11.329.605 habitantes. Desses, 126 municípios (597.635 habitantes, 5,3%) podem adotar protocolos de bandeira laranja, já que não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

Estabilização 

Para o total do Rio Grande do Sul, houve leve aumento em diversos indicadores, com exceção da aceleração maior nas hospitalizações (17%) e no número de óbitos (10%). Nesta semana, mesmo com o avanço da doença, o número de leitos livres se manteve estável, com abertura de novas unidades e redução no número de internados por outras causas.

Como consequência, a razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19 voltou a cair, se mantendo abaixo de um leito livre para cada ocupado, o que exige cautela para não permitir novas acelerações no número de internações pela doença no Estado.

O número de novos registros de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de confirmados com Covid-19 aumentou 17% entre as duas últimas semanas (1.094 para 1.278) e o de número de internados em UTI por SRAG aumentou 3% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (872 para 897).

O total de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS reduziu 3% entre as duas últimas quintas-feiras (1.002 para 975) e o de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 4% entre as duas últimas quintas-feiras (672 para 702).

O número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS aumentou 1% entre as duas últimas quintas-feiras (de 602 para 608) e o de casos ativos caiu 4% entre as duas últimas semanas (de 7.793 para 7.454). O número de óbitos por Covid-19 aumentou 10% entre as duas últimas quintas-feiras (de 369 para 406).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (434), Caxias do Sul (123), Canoas (117), Novo Hamburgo (96) e Passo Fundo (88).

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