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BASTIDORES. Protesto, empresários, escolas, vacinas, sessões às 18h, o governo, a oposição e denúncia

Vereadores passaram mais de sete horas na Casa e desrespeitaram Resolução

Grupo de pais reivindicou volta às aulas e apoiou o projeto que torna atividades escolares essenciais (Foto Allysson Marafiga/Câmara)

Por Maiquel Rosauro

A Câmara de Vereadores de Santa Maria realizou nesta terça-feira (23) a primeira sessão ordinária da atual Legislatura. Marcada para as 10h, a sessão iniciou apenas as 10h32min e se estendeu até as 17h47min devido a quatro longos intervalos para reuniões com representantes da sociedade.

Embora a Resolução Legislativa 9/2020 determine que, durante a bandeira vermelha do modelo de Distanciamento Controlado, não é permitido o acesso de visitantes às dependências da Casa, os vereadores receberam lideranças no plenário.

Ocorreram aglomerações nas escadarias em frente ao Casarão da Vale Machado e no hall do Parlamento. O Site também recebeu relatos de que havia gabinetes atuando com mais de um assessor, o que desrespeita a resolução vigente.

Protesto

Pela manhã, representantes de distribuidoras de bebidas, empresas de eventos, lancherias e afins protestaram em frente à Câmara contra as medidas restritivas impostas à categoria. Três líderes dos manifestantes foram recebidas no plenário. O Legislativo se comprometeu em tentar intermediar uma reunião com o Executivo.

Manifestação reuniu profissionais que solicitaram apoio para exercerem suas profissões com menos restrições (foto Divulgação)

Empresários

Na sequência, os vereadores receberam lideranças da Cacism, Sindilojas e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

“A situação das empresas de Santa Maria está muito grave. As empresas, nesse último ano, não tiveram o devido respeito do Poder Executivo, tanto municipal quanto estadual”, afirmou o presidente da Cacism, Luiz Fernando Pacheco.

O Legislativo se solidarizou às reivindicações da categoria.

Pais e médicos

No início da tarde, um grupo que defende a volta às aulas foi ao Legislativo defender o Projeto de Lei 9190/2021, de autoria de sete vereadores, que torna as atividades escolares essenciais. Alguns possuíam faixas em defesa da causa.

Acompanhavam o grupo os médicos Fábio Lopes e Viviane Carloto, os quais salientaram que a educação não foi o setor culpado pela disseminação do novo coronavírus no município.

Vacinas aos educadores

Logo após, os parlamentares receberam o diretor do 2º Núcleo do CPERS/Sindicato, Rafael Torres, e a coordenadora de Organização e Patrimônio do Sinprosm, Martha Najar. Eles defenderam o retorno às aulas de forma segura, com vacinação aos educadores.

O vereador Pablo Pacheco (PP), líder do projeto que torna atividades escolares essenciais se comprometeu em propor uma emenda à matéria para garantir os direitos adquiridos pela classe como, por exemplo, o direito à greve.

Plenário: médicos que defendem volta às aulas e sindicalistas que reivindicam vacinas aos educadores (foto Allysson Marafiga/Câmara)

Comissões especiais

Durante a sessão foram criadas as primeiras comissões especiais do ano. Os parlamentares aprovaram a proposta de Tubias Calil (MDB) para criar a comissão especial pela desburocratização. Além do emedebista, o colegiado será composto por Pablo Pacheco e Juliano Soares – Juba (PSDB).

Também foi aprovada proposta de Ricardo Blattes (PT) que cria a comissão especial do transporte público. O petista estará acompanhado de Pacheco e Admar Pozzobom (PSDB).

Frentes parlamentares

Cinco frentes parlamentares foram aprovadas. São elas: Defesa dos Animais, autor Adelar Vargas – Bolinha (MDB); Defesa do Esporte e Defesa da Pessoa com Deficiência; ambas de autoria de Admar Pozzobom; Segurança Pública, autoria de Getulio de Vargas (Republicanos) e Defesa da Educação, apresentada por Danclar Rossato (PSB).

Sessões às 18h

Ao que tudo indica, o horário das sessões plenárias ordinárias deve mesmo sofrer alteração durante a pandemia. A Mesa Diretora discute uma proposta para tornar o expediente da Casa integral (hoje funciona das 7h30min às 13h30min e, em teoria, com atendimento exclusivamente interno) e transferir as sessões que ocorrem as 10h de terças e quintas para as 18h.

Porém, a iniciativa encontra resistência de vereadores já calejados no Parlamento e de servidores da Casa, preocupados com o número de visitantes que o Legislativo receberá e com a insegurança de sair do trabalho no fim da noite.

Por outro lado, a mudança de horário agrada alguns vereadores que não possuem compromissos profissionais durante a transmissão da Voz do Brasil.

Centro

O ano começou com diversas indefinições na Casa. Uma delas está relacionada ao Republicanos, partido dos vereadores Alexandre Vargas e Getulio de Vargas.

Os Vargas ainda decidiram se são oposição ou se estão na base do governo de Jorge Pozzobom (PSDB).

Governo

E por falar em Pozzobom, o tucano ainda não definiu quem será o líder do seu governo na Casa.

Oposição

O líder da oposição, conforme o Site adiantou em 6 de janeiro (AQUI), será Pablo Pacheco. Porém, falta formalizar.

O grupo Pacto por Santa Maria (formado por PP, MDB, PSB, PDT e PSL) escolheu o progressista para a função e ofereceu a vice-liderança ao PT. Porém, com Valdir Oliveira (PT) hospitalizado com covid-19, a questão está em aberto.

Resumo da ópera

Então, acredite, a Legislatura 2021-2024 iniciou sem líder do governo, sem líder da oposição e com um partido de centro.

Denúncia

Os petistas Helen Cabral e Tiago Aires protocolaram, nesta terça, representação contra o presidente da Casa, João Ricardo Vargas (PP). A dupla aponta que o progressista desrespeitou regras sanitárias, no dia 2 de janeiro, quando esteve em um restaurante.

Como prova, eles usam relato postado no Facebook. Porém, o link que consta na denúncia está “quebrado” (não leva à postagem citada) e nos prints da publicação sequer consta o nome de Vargas. Mesmo assim, os petistas reivindicam que a denúncia seja recebida e analisada pelo Legislativo.

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4 Comentários

  1. Andaram protestando na frente da casa do Indigesto. Pois bem, o ‘escracho’ surgiu na Argentina na década de 90. Coisa da esquerda defensora dos ‘direitos dos manos’. Os vermelhinhos daqui aderiram. Em 2009 aconteceu na frente da casa da Yeda, CPERS, o que resultou em ação judicial que deu em nada. Em 2018 foi a vez do prédio da ministra Carmen Lucia, obra do MST e Levante Popular da Juventude, picharam o edifício em BH. Resumo da ópera: arvoram-se o direito de dizer onde e de que maneira os outros podem protestar.

  2. Bom dia !
    Confesso que não entendi a proposta do vereador Pablo. Ele irá emendar seu projeto de lei ” para garantir os direitos adquiridos pela classe como, por exemplo, o direito à greve” ? Como assim ? Vai propor um direito já consolidado há décadas ?
    É isso ?

  3. O argumento de que mesmo com todas as restrições a pandemia continua crescendo e por isso deve-se abrir tudo é falacioso. Imagine-se se não houvesse restrições. Caos. Legisladores, empresários e outros que pressionam a prefeitura deveriam ser responsabilizados por esta ignomínia.

  4. Quando legisladores burlam a legislação o pandemônio está instalado. Médicos dizerem que a educação não é culpada pelo horror que vivemos significa que há culpados. Quem? Resta saber quem vai ajudar pacientes e hospitais, médicos e demais, quando não houver mais saída. Santa Maria na vanguarda do atraso.

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