Arquivo

Análise. Quem ganhou e perdeu (e o que isso significa) nos pleitos para dirigir o Parlamento

Taí: muita gente diz que Luiz Inácio Lula da Silva foi perdedor na eleição para Presidente da Câmara dos Deputados, na medida em que seu preferido (ainda que não publicamente declarado) era o comunista do B, Aldo Rebelo. E que ganhou no Senado, com a reeleição obtida, com facilidade, pelo peemedebista Renan Calheiros.

 

E também não faltam os que falem, e escrevam, que o PSDB e a oposição pefelista foram derrotados fragorosamente, tanto no Senado quanto na Câmara e, portanto, devem se comportar de forma mais, digamos, tímida – diante de um possível “rolo compressor” governista.

 

Mas, será mesmo? Isto é, houve apenas perdedores e ganhadores nos pleitos havidos na quinta-feira, no Congresso Nacional? Ou aconteceu o de sempre, isto é, vitórias e derrotas distribuídas democraticamente entre um lado e outro, ou mesmo no interior de cada uma das forças que disputam a política nacional?

 

É esse o tema, de resto instigante, que merece a avaliação do comentarista político da TV Bandeirantes, o jornalista Franklin Martins. Aliás, ele encontra pontos conflitantes, e também congruentes, em todas as possibilidades. E aí, … bem, aí, leia você mesmo. E tira a conclusão que considerar mais adequada. Confira:

 

“Algumas reflexões sobre as eleições na Câmara e no Senado

 

Apesar das paixões, dos discursos e da efervescência, deu a lógica nas eleições para as presidências do Senado e da Câmara. As vitórias de Renan Calheiros e Arlindo Chinaglia representaram uma volta ao princípio da proporcionalidade: cada partido tem no comando do Legislativo um peso compatível com a fatia do eleitorado que conquistou nas urnas.

Nos últimos anos, esse princípio havia sido deixado de lado, não só em Brasília como em muitas assembléias legislativas, com os resultados que todos conhecemos, o que despertou na maioria dos partidos – pelo menos, nos grandes partidos – um forte anseio pelo retorno á normalidade. Foi esse sentimento que prevaleceu ontem. Algumas outras conclusões podem ser tiradas das disputas na Câmara e no Senado:

1) Por incrível que pareça, pessoalmente, os três candidatos a Presidência da Câmara saíram no lucro. Gustavo Fruet, do PSDB, obteve uma votação maior do que se esperava. Saiu da disputa bem maior do que entrou, tornando-se um dos principais nomes do seu partido. Aldo Rebelo levou o confronto para o segundo turno e perdeu por uma diferença relativamente pequena. Embora derrotado, não foi humilhado. Ainda que pertencendo a um pequeno partido, com apenas 13 deputados, firmou-se como uma das principais lideranças do parlamento. Não é pouca coisa. Já Chinaglia elegeu-se presidente da Câmara. Não era o candidato de Lula, mas tornou-se o candidato da maioria da base governista. Apesar do susto, foi o grande vitorioso de ontem.

2) Durante a disputa, o PT e o PMDB uniram-se para atingir seus objetivos. O do PT era sair do isolamento político, não permitindo que o confinassem ao gueto em que se meteu e foi metido durante o escândalo do mensalão. Já o PMDB pretendia ganhar um mínimo de unidade interna, voltar para o centro do jogo político e entrar na coalizão governista como uma estrela de primeira grandeza. Os dois partidos alcançaram seus objetivos. Mais do que isso: descobriram que, pelo menos durante um bom tempo, têm mais a ganhar caminhando juntos do que separados. A meta de ambos agora é ser o eixo político do governo.

3) O PSB, o PCdoB e o PDT também firmaram uma aliança nesse processo, para não ser engolidos pela ação coordenada dos dois maiores partidos da coalizão, o PT e o PMDB. Tendem a se constituir como um pólo de esquerda não-petista. Sua força não deve ser desprezada. Reúnem mais de 70 deputados, oito senadores, cinco governadores e exercem uma razoável influência na sociedade. E têm um nome visível para 2010: Ciro Gomes. Saíram da sombra e querem seu lugar ao sol.

4) As eleições de Renan e Chinaglia foram, simultaneamente, boas e ruins para Lula. Boas, porque ele terá aliados no comando das duas casas e ficou claro que o poder de fogo da oposição, no momento, é pequeno. Ruins, porque a…
”

 

SE DESEJAR ler a íntegra do artigo, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço http://www.franklinmartins.com.br/post.php?titulo=algumas-reflexoes-sobre-as-eleicoes-da-camara-e-do-senado.

Artigos relacionados

ATENÇÃO


1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.

2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.

3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.

4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.

5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.


OBSERVAÇÃO FINAL:


A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo